Prefeitura investiga 7 médicos


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Sete médicos da rede municipal são investigados pela Prefeitura. As acusações vão de cobrança de exames que poderiam ser realizados gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a agressões verbais contra pacientes dentro dos consultórios. Três sindicâncias para apurar as irregularidades foram abertas pela Divisão Municipal de Auditoria Interna, mas, apesar disso, todos os envolvidos continuam atendendo normalmente em unidades da rede pública. As sindicâncias não têm prazo para serem concluídas. “Em alguns casos, não temos como agilizar, pois procuramos ouvir todas as pessoas que possam dar alguma informação relevante. Em alguns processos, são mais de 30 depoimentos”, disse Nilcilene Maximiniano Nascimento, diretora da Divisão de Auditoria. Para ela, o afastamento dos profissionais só pode ser feito depois que as denúncias são comprovadas. “Os servidores públicos têm direito a ampla defesa e não podemos concluir nada antes de investigar todos os pormenores”. Das três sindicâncias abertas, a mais grave é a que apura o envolvimento, direto ou indireto, de cinco médicos num suposto esquema que encaminharia pacientes do NGA-16 para consultórios particulares. A alegação seria sempre a mesma: de que a Prefeitura e o SUS não cobriam os exames e que estes teriam de ser pagos pelos próprios usuários. A investigação deve ser concluída em três semanas e encaminhada ao Ministério Público. Neste caso, já foram ouvidas mais de 20 pessoas, inclusive os médicos. Agora, falta apenas a oitiva do Coronel Batista David Neto, ex-chefe da Divisão de Saúde, exonerado do cargo no início de julho. David não atendeu a duas convocações e, se não comparecer até o início da próxima semana, o caso será encaminhado ao Ministério Público. Se condenados, os servidores poderão até ser demitidos. A outra sindicância foi instaurada no dia 18 de setembro. O clínico Edward Pereira dos Santos é acusado de chamar uma paciente de “surda” e “burra” na UBS (Unidade Básica de Saúde), além de tê-la expulsado do consultório. O médico já foi ouvido, o mesmo acontecendo com a paciente e algumas testemunhas. “A sindicância só não foi concluída ainda porque no início desta semana surgiram outras duas denúncias contra o mesmo profissional que poderão vir a integrar o mesmo processo”, disse Nilcilene. Por fim, a última sindicância para apurar médicos da rede foi instaurada na semana passada. A investigação apura a denúncia da aposentada Maria Antônia da Silva, 76. Ela acusa o oftalmologista Plínio Cantieri Murta Vieira de não ter aceito um ultra-som ocular realizado por ela em uma clínica conveniada à rede pública. Segundo Maria, a indicação do oftalmologista é de que o exame fosse feito em uma clínica particular, ao custo de R$ 200. Detalhe: a clínica particular pertence a uma irmã do médico. “Ainda estamos estudando quais procedimentos adotaremos para este caso”, disse a diretora da divisão.

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