Acionado pelos moradores, o arquiteto da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, Franco Pereira, vistoriou o muro e tem feito monitoramento diário no local. Segundo ele, o paredão não resistirá por muito tempo e vai cair. “O muro foi malfeito, sem estrutura alguma e sem drenos. Com a chuva, a terra pesa mais e empurra os tijolos. As rachaduras estão aumentando rapidamente.”
A idéia é esperar o clima melhorar para iniciar os reparos.
Franco disse que a terra encostada no muro terá de ser removida com carriolas e pás, pois se colocarem máquinas, a área pode desmoronar. “Será um trabalho ‘formiguinha’, com apenas duas pessoas para reduzir os riscos de desabamento.”
A Prefeitura poderá atender ao pedido dos vizinhos e assumir os serviços. “Vamos avaliar e, se for emergência, vamos resolver, pois sei que os moradores não têm condições”, disse Wilson Teixeira, secretário de Planejamento.
Os técnicos orientaram as pessoas a saírem das casas, mas algumas não quiseram. Com a resistência à desocupação, a Secretaria de Ação Social foi acionada e fará uma visita às casas para fornecer orientação.
“Não podemos obrigar ninguém, mas deixar o local é uma questão de bom senso, afinal um técnico em construção avisou que correm risco de morte. Ofereceremos o Abrigo Provisório, caso não tenham parentes na cidade”, concluiu o secretário da pasta, Roberto Nunes.
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