Coveiros de Cristais Paulista retiraram o caixão da sepultura e um legista, acompanhado de seu auxiliar, abriu e examinou ali mesmo, sobre o túmulo e diante de olhares atônitos de familiares, o corpo do motorista João Vitor Pinheiro, 48. Ele morreu na madrugada do último dia 9 em um posto médico de Uberlândia (MG). Oficialmente, a causa seria meningite e infecção generalizada.
A Polícia Civil mineira resolveu investigar a ocorrência após receber uma denúncia de que a vítima teria sido espancada por seguranças dentro da própria unidade de saúde. A exumação não esclareceu as dúvidas existentes sobre o caso, o que só deverá ocorrer com a conclusão do laudo oficial.
Todo o procedimento foi realizado pela polícia de Uberlândia. O corpo não foi levado para o IML (Instituto Médico Legal). Após o exame, feito a céu aberto no cemitério, o caixão voltou para a sepultura. O médico legista Azarias Teodoro de Morais não quis dar declarações à imprensa sobre o resultado preliminar e tampouco sobre seus métodos de trabalho. Em conversa informal com familiares do motorista, disse ter constatado a meningite e encontrado algumas lesões, embora não fosse possível precisar se elas teriam alguma relação com a morte.
Parte do cérebro e das vísceras foi recolhida e colocada em uma embalagem plástica quadrada de uso doméstico. O material será submetido a exames mais detalhados na Universidade Federal de Uberlândia (MG). “Espero receber as respostas do laudo o mais rápido. Enquanto isso, ouvirei os funcionários da unidade de saúde e a testemunha para apurar a veracidade das denúncias. Se o rapaz morreu por meningite ou ataque cardíaco não faz diferença. Às vezes, a doença não foi decisiva. Estamos apurando os fatos anteriores à morte. Queremos saber se as supostas agressões tiveram alguma contribuição”, disse o delegado Adeuvaldo Ribeiro Neves, responsável pelo setor de Crimes contra a Pessoa de Uberlândia.
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