Setor calçadista pede socorro ao governo


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Foto mostra queima de calçados na Praça Nossa Senhora da Conceição em protesto promovido pelo Sindifranca no dia 21 de setembro
Foto mostra queima de calçados na Praça Nossa Senhora da Conceição em protesto promovido pelo Sindifranca no dia 21 de setembro
Representantes de sindicatos de trabalhadores e empresários das indústrias calçadista e curtumeira de Franca, Jaú, Birigüi e São Paulo se unem, na segunda-feira, 23, para levar reivindicações do setor ao ministro Guido Mantega, da Fazenda. O encontro será no escritório do Ministério da Fazenda, em São Paulo, às 15 horas. As participações do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e do presidente da Câmara Municipal, Marcelo Mambrini (PMN) foram vetadas pelo ministro, que aceitou encontro apenas com representantes da cadeia produtiva do calçado. A reunião marcará mais uma etapa da busca de soluções para os problemas enfrentados pelo setor frente a concorrência chinesa, política cambial e juros altos. Diferente do encontro realizado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final de 2005, quando apenas empresários levaram reivindicações ao governo, o encontro terá representantes de empregados. Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, explica que as entidades de todo o Estado vão elaborar um documento único com apelo ao governo para que atenda às reivindicações da categoria no que diz respeito a geração e manutenção do emprego e renda do trabalhador. Já os empresários querem que o governo abra espaço para que o setor possa falar e ser ouvido. Jorge Donadelli, presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), ressaltou que os calçadistas não têm uma reivindicação única. “Hoje estamos falando de política cambial, juros altos, concorrência chinesa. Amanhã, talvez, tenhamos outros assunto a tratar. Por isso, queremos ser ouvidos no Congresso em nossas reais necessidades.” O representante patronal disse ainda que não será apresentada nenhuma nova reivindicação. “Vamos apenas entregar o documento que já encaminhamos aos candidatos à Presidência e saber a possibilidade de estar em contato permanente com o governo.” Para Donadelli, a união dos dois sindicatos (patronal e empregado) é um importante passo para que o setor seja atendido. A expectativa dos sindicalistas para um bom resultado neste encontro também é grande. A assessoria de imprensa do ministro informou que na segunda-feira o governo deve anunciar medidas concretas para beneficiar o setor coureiro-calçadista. “Esperamos realmente que o governo sinalize essas medidas e que o setor possa ter parte de suas reivindicações atendidas”, finalizou Paulo Afonso.

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