Os caramujos africanos invadiram Rifaina. A região central é a mais infestada. Na tentativa de combatê-los, a Vigilância Sanitária do município tem realizado arrastões diariamente, mas ainda não conseguiu vencer a batalha. “Virou uma praga”, disse o secretário de Saúde, Antônio Carlos Marcelino.
Os bichos são encontrados aos montes em locais úmidos, debaixo de telhas, tijolos, cantos de paredes e no meio do mato. Não há um único bairro onde eles não estejam. “Eles se reproduzem muito rápido. Para se ter idéia, uma fêmea põe 200 ovos a cada dois meses”, disse Marcelino.
A preocupação da Secretaria de Saúde é com os riscos que esses caramujos representam. “A secreção que eles produzem pode transmitir bactérias que causam meningite e perfurações nos intestinos”. A prefeitura pede à população que não capture os caramujos. “O mais indicado é que entrem em contato com a Vigilância Sanitária para a gente fazer esse trabalho”.
Por dia, são capturados e mortos 100 caramujos. Apenas um agente de vetores é responsável pelo extermínio. Jovelino Coimbra passa seu dia caçando os bichos pela cidade. “A única forma de matá-los é jogando sal (de cozinha) que em poucos minutos faz efeito. Depois de matá-los, coloco tudo dentro de um saco e levo para outro local para colocar fogo”, disse.
A Prefeitura de Rifaina gasta em média 125 quilos de sal por mês para exterminar os caramujos. “Como os ninhos ficam dentro da terra, não temos como encontrá-los. É como se eles brotassem do chão. Não consigo dar conta”.
ORIGEM
Não há pesquisas científicas a respeito de como os caramujos africanos vieram para o Brasil. Mas acredita-se que, a princípio, eles teriam sido trazidos da África como alternativa mais barata aos escargots, iguaria culinária muito apreciada pelos franceses. Como a iniciativa de servi-los aos brasileiros não deu certo, eles terminaram abandonados, multiplicando-se na natureza.
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