Música, teatro, dança e cinema de graça. Neste fim de semana não faltarão opções de programas culturais. No Franca Shopping, continua até sábado o Festival Nossa Dança; no Teatro Municipal, o Encontro de Corais; e, no Sesi, tem início o projeto Cena Livre, que trará peças montadas em outras unidades da instituição. Os três eventos têm como objetivo divulgar o trabalho de grupos locais e também de outras cidades, além de formar público para as manifestações artísticas.
No caso do Festival Nossa Dança, uma iniciativa da bailarina Carla Pacheco, somente grupos de Franca participarão. A abertura do evento, na quarta-feira com o Balé da Cidade, mostrou que o público deve se fazer presente. Já o Encontro de Corais terá a participação de dois grupos de fora: o Coral Ópera Minaz, de Ribeirão Preto, e o Madrigal Cantovivo, de São Paulo. A idéia é trazer trabalhos diferenciados para a cidade como forma de reciclar os grupos já existentes.
O projeto do Sesi, Cena Livre, é um circuito que leva as peças produzidas pelos Núcleos de Artes Cênicas de outras unidades para o interior de São Paulo. A abertura será com o grupo de Campinas, que apresentará o espetáculo Quando Havia Cor. A montagem tem como inspiração situações propostas por textos de Karl Valentin e Harold Pinter, e valoriza aspectos relacionados às falhas na comunicação entre as pessoas. O espetáculo apresenta o ciclo de vida de uma paixão através da trajetória dos personagens Ele e Ela.
No projeto cinema, também do Sesi, será exibido o filme Sargento Getúlio, de Hermano Penna. O longa é uma adaptação do clássico homônimo de João Ubaldo Ribeiro, com Lima Duarte no elenco, e mostra a missão do Sargento Getúlio de transportar um preso político em meio à efervescência política do País na época.
LUTADORES
É interessante observar que os grupos que participam desse “fim de semana cultural” são amadores, em sua maioria, e desenvolvem seu trabalho por amor à arte. Um bom exemplo é o Coral Afro-Francano, que se apresentará no domingo no Teatro Municipal.
Formado há sete anos, o grupo volta aos palcos depois um ano e meio parado. Esse tempo foi necessário porque estava difícil manter as atividades do coral sem apoio. “A gente não conseguia mais pagar aluguel, água, luz e arcar com todas as despesas sozinhos”, explica Vitor Hugo Esteves, um dos integrantes. Ele lembra que quando foram convidados para gravar um programa para a Rede Vida em Curitiba (PR), tiveram que vender pizzas e feijoada para arrecadar fundos. “É muito difícil obter ajuda nessa área. E é um trabalho importante, que enaltece o nome da cidade”, diz. “Voltamos com o coral por amor ao que fazemos.
Senão, já teríamos desistido”, completa.
Outro exemplo é o grupo Andaluzes, de dança Flamenca, que apresentará no sábado o espetáculo Sapateiros, dentro do festival Nossa Dança. O diretor do grupo, Wanderson Souza, levou dois anos para conseguir montá-lo. Segundo ele, é muito difícil levar qualquer projeto na área cultural em Franca. “Somente com muita paixão é possível fazer algo”, diz.
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