Oposição tenta derrubar presidente do Castelinho


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AMEAÇADO - O presidente da AEC, Wilson Pedro de Souza, em imagem de arquivo: agora corre o risco de ser destituído do cargo
AMEAÇADO - O presidente da AEC, Wilson Pedro de Souza, em imagem de arquivo: agora corre o risco de ser destituído do cargo
O Conselho Deliberativo da AEC (Associação dos Empregados do Comércio de Franca) convocou, ontem, nova assembléia para tentar destituir a diretoria do clube. Uma outra assembléia já havia sido marcada para junho, mas uma liminar conseguida pelo presidente do clube, Wilson Pedro de Souza, impediu a realização. Amparados em uma decisão da 4ª Vara Cível de Franca, que revogou a liminar anterior, os membros do conselho pretendem discutir, no dia 3 de dezembro, às 9 horas, o afastamento dos diretores da AEC. Um festival de acusações entre a diretoria e o conselho do clube marca a rixa que se arrasta há meses. Agora, os conselheiros baseiam-se em supostas irregularidades nas contas da AEC e no descumprimento do estatuto do clube por parte da diretoria para tentar novamente afastá-la. “São fatos vários, que eu não vou pontuar especificamente, que motivaram a Assembléia”, disse ontem o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Jardini. “A decisão que será tomada não é do conselho, mas de uma assembléia”, completou. A principal causa de uma possível destituição seriam irregularidades da atual administração apontadas por uma comissão de sindicância interna. Em outubro de 2005, uma assembléia teria reprovado as contas da diretoria. Essa reprovação serviu de motivo para a decisão judicial que revogou a liminar. Reginaldo Carvalho, advogado do presidente da AEC, já pediu a reconsideração da decisão que revogou a liminar. “O juiz cassou a liminar de forma errônea. Ele levou em consideração apenas uma parte do documento e não se atentou à parte que condicionava qualquer medida de implantação de uma auditoria externa das contas”, disse. Carvalho deve entrar com uma ação solicitando a anulação da assembléia do ano passado ainda hoje. “Foi uma reunião cheia de tumultos que nem deveria ser considerada”. Contando com a reconsideração em relação à primeira decisão ou com a anulação da assembléia, o advogado acredita que conseguirá impedir novamente a realização da assembléia do dia 3 de dezembro. “Assim como a outra, essa não acontecerá”.

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