Produção da empresa está parada desde segunda-feira


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A produção da Calçados Samello está parada desde a última segunda-feira. No primeiro dia, a opção de cruzar os braços foi dos funcionários, em protesto por não receber o salário referente ao mês de setembro, pago em 5 de outubro. Já na terça e quarta-feira, a empresa dispensou os funcionários e os orientou a voltar ao trabalho assim que o pagamento for efetuado, mas não há data programada para isso. Para os funcionários do setor administrativo, a situação é ainda mais complicada. Desde 5 de setembro eles estão sem receber salários. A crise que assola a empresa começa a preocupar os mais de 400 trabalhadores que não têm respostas do que realmente está acontecendo. “Na sexta-feira, 20, deveríamos ter outro pagamento, a quinzena. Não sabemos como vai ficar. Ninguém diz nada a respeito. Estamos esperando, na expectativa de que a empresa contorne bem a situação para que possamos voltar ao trabalho”, disse um funcionário. Com a paralisação, mais de oito mil pares deixaram de ser produzidos em três dias. “Infelizmente isso vira uma bola de neve que é preciso ser dissolvida logo. São muitos pares sem produzir e, sem produção, como ficam nossos salários?”, questionou um funcionário. A diretoria da empresa ainda não se manifestou sobre a paralisação. Ontem, com a morte de Oswaldo Sábio de Mello, nenhum diretor da empresa se pronunciou sobre o assunto. Assim como na linha de produção, a administração também não trabalhou. Outras empresas ligadas ao grupo Samello, como a MSM, estiveram fechadas ontem em luto. O Museu do Calçado, criado pela família Samello, também não teve expediente ontem. A empresa Samello só não está vazia nesta semana porque os funcionários da administração não paralisaram os serviços e nem foram dispensados. Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, disse que encaminhou ofício, via Sindicato da Indústria, na tentativa de ouvir os diretores da Samello. Ele acredita que o pagamento dos salários deva ser feito até sexta-feira, mesmo assim pediu uma reunião com diretores da empresa. “Se eles não nos atender, não poderemos fazer absolutamente nada. Teremos que esperar para um encontro com os trabalhadores, na porta da indústria, na segunda-feira”.

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