Adeus, Vadim


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Morreu ontem, aos 74 anos, o empresário Oswaldo Sábio de Mello, também conhecido como Vadim. Considerado um dos mais importantes personagens no cenário da indústria calçadista, o empresário deixa a marca de um homem que buscou o progresso e inovação para o setor. Oswaldo teve atuação importante no desenvolvimento de modelos e exportação da Calçados Samello, fundada em 1926 pelo seu pai, Miguel Sábio de Mello. Hoje a empresa está sob o comando do seu filho, Miguel Sábio de Mello Neto. O empresário se recuperava de um transplante renal ao qual se submeteu há quatro meses no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele estava internado havia doze dias no Hospital Regional de Franca devido a complicações do transplante e problemas de diabetes. Nos últimos três dias, estava sob cuidados especiais no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da unidade. Na madrugada de ontem, por volta das 4 horas, morreu. Ele foi velado durante todo o dia na Chácara Samello e sepultado às 16 horas, no Cemitério da Saudade. [FOTO2] Oswaldo deixa a mulher, Zarife Mello, com quem foi casado por 47 anos, três filhos (Miguel, Vlamir e Oswaldo) e seis netos. O PROFISSIONAL Oswaldo Sábio de Mello era conhecido no setor calçadista como profissional arrojado, inovador e moderno. Junto do irmão Wilson de Mello, trouxe ao Brasil, na década de 40, o mocassim (sapato sem cadarço). O modelo inovou a indústria calçadista porque não precisava da utilização de grandes máquinas para a sua confecção. Para os empresários do setor, as coleções desenvolvidas na Samello colaboraram para a reconhecida qualidade do calçado masculino de Franca. Depois de uma atuação ativa na Calçados Samello, como diretor-acionista e, principalmente, na criação e exportação de calçados, Oswaldo passou suas ações para os filhos e, há pouco mais de dez anos, deixou a empresa. Amigos próximos revelam que ele continuou conduzindo seu próprio negócio, ainda ligado ao setor calçadista, na área de exportação. Maria Júlia Bittar, amiga, revela que Oswaldo levava uma vida ativa e demonstrava muita vontade de viver. O transplante de rins foi uma demonstração da opção por vida mais longa. “Ele viajava pelo mundo todo mostrando suas criações. Era um entusiasta pelo que fazia, pelo progresso, pela inovação, pelo emprego”, disse Maria Júlia. Vadim, como era chamado pelos familiares e amigos mais próximos, foi um bom amigo para seus competidores de mercado e importante para a consolidação do sindicato. A afirmação veio do presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), Jorge Félix Donadelli. Ele lembrou que os empresários calçadistas se aconselhavam com Oswaldo, considerado líder da Samello.

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