Encontro de corais


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Desde o século 16 grupos de pessoas se reúnem para cantar. Naquela época, os encontros ocorriam nas igrejas e o canto funcionava como uma forma de comunhão com Deus. Esse foi o início do que hoje conhecemos como coral. Com o passar do tempo, essa manifestação ganhou ares e cores diferentes e variadas. Aos poucos, esses grupos começaram a sair das igrejas, incluir músicas não religiosas em seus repertórios e se espalhar pelos mais diversos locais, de escolas a indústrias. Em Franca, o quadro não é diferente. Muitas igrejas, escolas e instituições possuem seus próprios corais. Quem quiser conhecer um pouco desse cenário pode participar, a partir de hoje, do 19º Encontro Coral de Franca. O evento vai reunir até domingo, no Teatro Municipal, 13 grupos da cidade, incluindo corais de escolas infantis, de universidades, cursos de música, grupos espíritas, afro e até de deficientes. Cada um deles apresentará um estilo diferente, do mais tradicional ao cênico, que mescla o canto com interpretação. A abertura do evento, hoje à noite, será com os corais da Secretaria Municipal de Educação, da Unati (Universidade da Terceira Idade) e da Unesp de Franca e de Jaboticabal. Como participação especial, o Coral Ópera Minaz, de Ribeirão Preto, levará para o palco do Municipal o espetáculo Carmina Burana, de Carl Off. A outra participação especial nessa edição do encontro será do Madrigal Cantovivo, de São Paulo, que trabalha com o gênero”Negro Spiritual” e se apresentará no sábado. O COMEÇO DE TUDO Uma das idealizadoras do encontro é a regente Sílvia Maria Prior Fuga, 41, que, ao lado de Magda Dourado Pucci teve essa idéia em 1987. Ainda estudantes de cursos de regência em São Paulo, elas propuseram à Prefeitura da época organizar um encontro com corais da cidade. Só não imaginavam a longevidade da iniciativa. “Fico feliz pelo evento durar até hoje e, principalmente, por ver que cresceu o número de grupos de coral em Franca”, disse. Para ela, além de ser uma vitrine para os corais do município, o encontro cumpre importante função de estimular os grupos já existentes a se reciclar, além de incentivar o surgimento de outros. “A idéia de trazer grupos de fora foi muito importante. Isso acrescenta em novidade e, principalmente, estímulo para quem já trabalha nessa área”.

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