Hoje é Dia da Menopausa, fase pela qual milhares de mulheres com idades entre 45 e 50 anos ainda têm dificuldades para enfrentar. Caracterizada pela interrupção da menstrução, por causa do fim da produção hormonal, é nesta etapa que acontecem os famosos sintomas de ondas de calor (fogachos), insônia, irritabilidade, ressecamento de pele e vaginal, a osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e a depressão. Em Franca, são aproximadamente 10567 mulheres nesta faixa etária, segundo dados do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).
De acordo com o ginecologista Gérsio Rodrigues da Silva, a mulher não entra na menopausa de uma hora para outra. Ela passa antes pelo climatério, período em que há uma queda na produção do hormônio estrogênio e ocorre uma diminuição no fluxo menstrual.
O médico alerta para a preocupação que as mulheres têm em desenvolver o câncer de mama pelo uso contínuo de hormônios durante o tratamento. “ É sempre bom que a paciente faça exame ginecológico para saber o tratamento mais adequado, pois não há apenas um único tratamento. Devemos diagnosticar qual surtirá mais efeito naquela pessoa”.
Conforme ele, há casos em que a menopausa acontece precocemente, a partir dos 38 anos, mas não são freqüentes. “ Às vezes a paciente passou por alguma cirurgia de retirada dos ovários por problemas com cistos ou tumores, tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, que são fatores que influenciam”.
A enfermeira Maria de Lourdes Teixeira, 54, disse que teve todos os sintomas possíveis da menopausa e testou os tratamentos alternativos, mas só melhorou com o tratamento médico.
Sua filha Silvana Miranda de Souza, 34, contou que a mãe tinha mudanças constantes de humor, além de desânimo e indisposições. “Ela sentia-se muito cansada, reclamava de dores pelo corpo e não tinha disposição para nada”.
Ana Helena de Sousa, 58, dona de casa, quando entrou na menopausa sentia muitos calores, chorava por qualquer motivo, irritabilidade e dores de cabeça freqüentes, por isso procurou auxílio médico. “ Hoje eu faço tratamento hormonal e exercícios físicos. Não deixei de ter uma vida social”.
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