A Polícia Civil de Franca recolheu cerca de 30 mil maços de cigarros falsificados em estabelecimentos comerciais da cidade. A apreensão foi feita em três operações alternadas durante o mês de outubro e contou com a participação de fiscais da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação). Os produtos serão submetidos a perícia para se constatar a procedência. Caso a irregularidade fique comprovada, os responsáveis poderão responder por descaminho, contrabando, sonegação fiscal e estelionato.
Tida como uma das cidades onde mais se vendem produtos falsificados, Franca constantemente recebe a visita de agentes de entidades de combate à pirataria. Neste mês, após denúncia da ABCF, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) percorreram perto de 400 pontos comerciais, como bares, tabacarias, supermercados, lanchonetes e padarias. Em boa parte dos locais, encontraram cigarros falsificados, contrabandeados e de procedência duvidosa (sem nota fiscal). Um motoqueiro com material supostamente ilegal para distribuição também foi detido. Os produtos foram apreendidos e encaminhados para a sede da DIG. “Entre o material apreendido, estão réplicas de marcas famosas e cigarros sem selo da Receita Federal. Agora, a polícia abrirá inquérito para investigar a venda dos cigarros falsificados, enquanto à Receita Federal caberá apurar a existência do contrabando”, comentou Fábio Kielberman, diretor da ABCF.
FISCALIZAÇÃO
Na tarde de ontem, a comerciante FCP, 26, foi abordada em uma operação de rotina por policiais militares, transitando com seu veículo pela Rua Joaquim José Sampaio, no Jardim Guanabara. Ao revistarem o carro, foram encontradas dezenas de CDs e DVDs piratas. Dentro do veículo a polícia localizou uma CPU de computador utilizada para gravação de CDs. Todo o material foi apreendido e encaminhado à DIG.
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