O cavaleiro francano Alexandre Vasconcelos Costa, 13, conquistou no último fim de semana, em Orlândia, o título da Copa Agromen de Eqüitação Fundamental, categoria 80 centímetros. Durante os três dias de competição, que é considerada a maior do País na modalidade, Vasconcelos disputou o título com mais de oitenta conjuntos vindos de vários Estados, como Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. Montando a égua Diva, da raça Puro Sangue Inglês (PSI), Alexandre zerou todos os percursos com o menor tempo entre os competidores e ficou com a primeira colocação da prova.
“Foi uma competição muito difícil, pois choveu bastante durante os três dias. Isso atrapalha, porque a água entra no ouvido dos animais deixando-os muito irritados. Mas consegui superar este obstáculo”, disse o cavaleiro francano. Praticante de hipismo há três anos, Alexandre lidera o campeonato regional e precisa somente de mais dois pontos para ser o campeão. Já no torneio paulista ele é o sétimo colocado. Apesar dos bons resultados, há dificuldades. Em julho, o cavaleiro foi convidado para disputar o Brasileiro em Belo Horizonte, mas não pôde competir por falta de patrocínio. Todos os custos para treinar e competir são bancados por sua família.
DIA ATRIBULADO
Aluno da sétima série, Alexandre Costa tem uma vida atribulada. “Nos dias em que tenho treino, vou à escola pela manhã, treino à tarde e faço minhas tarefas à noite. É cansativo, mas vale a pena”. O responsável por cobrar o bom desempenho do garoto na escola é seu pai, o engenheiro civil Sérgio Vasconcelos, 56, que exige boas notas de seu filho: “Se for mal na escola, eu corto o hipismo, até mesmo porque antes de formar um grande atleta é preciso formar primeiro um grande homem. Mas como ele tem notas muito boas, o que posso fazer é incentivá-lo a praticar o esporte. Prefiro vê-lo montando do que passar o dia todo jogando videogame”. O sucesso do garoto rendeu frutos dentro de casa: sua irmã Aline, 15, se interessou pelo esporte e é companheira do irmão nos treinos na Sociedade Hípica.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.