O delegado seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, pretende finalizar o inquérito que apura desacato e abuso de autoridade cometidos pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) contra um policial militar na Praça Barão “antes do segundo turno das eleições”, que ocorrerá em 29 de outubro. Maury ouvirá cinco testemunhas do caso ainda nesta semana, entre elas o companheiro de turno do soldado Amarildo, policial desacatado por Sidnei. Apesar de ainda não intimado, o prefeito deve prestar depoimento na semana que vem.
No dia 30 de setembro, irritado com cones que isolavam a Base Móvel da PM (Polícia Militar) na Rua Monsenhor Rosa, no Centro, o prefeito teria descido de seu carro, chutado alguns dos cones e desacatado o policial. Atualmente, as investigações do inquérito estão concentradas em saber se a indignação de Sidnei Rocha teria uma justificativa. Para isso, Segui encomendou um exame pericial da polícia técnica que ajudará na intenção de saber em que ponto da rua estava postado o isolamento. “O que precisamos saber é até que ponto os cones poderiam estar ‘estrangulando’ o trânsito. O normal é que eles interditem uma pista de rolamento”, disse o delegado. Uma interdição maior do que a comum poderia servir de justificativa para a atitude de Sidnei.
O delegado seccional de Franca deixou claro que, por meio do depoimento do soldado Amarildo e por meio de documento lavrado ainda no dia 30, com depoimentos sobre o caso, o desacato ao policial já pode ser considerado “fato consumado” no inquérito. “A apuração do local exato onde estavam colocados os cones é importante para que o promotor e o juiz tenham uma noção global do ocorrido. Isso colabora inclusive para que, sob uma possível condenação, haja uma pena mais justa. Mas, em nenhuma hipótese, esse detalhe pode descriminalizar a ofensa e o desequilíbrio emocional da ocorrência”, disse Segui.
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