Representantes do Sindicato dos Sapateiros estiveram na manhã de ontem na fábrica de calçados Samello para, junto com funcionários, tentar resolver a situação. Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato, disse que a empresa se comprometeu a depositar os salários até sexta-feira e, hoje, parte dos funcionários deve retornar ao trabalho. Segundo Paulo, caso não façam o pagamento, os funcionários podem voltar a paralisar as atividades. “Isso vai ser uma outra questão que veremos depois, mas a empresa já se posicionou e fez o comunicado aos funcionários, que aceitaram.”
Sobre demissões voluntárias - assunto que circula na empresa entre os funcionários -, Paulo Afonso diz não estar informado. “Ninguém me disse nada. A diretoria nunca se pronunciou sobre esse assunto”, afirmou Paulo.
Segundo ele, parte dos funcionários se recusou a trabalhar ontem e, como seria inviável manter a produção, a empresa liberou o restante dos funcionários.
Para o sindicalista, a falta de gestão complicou a situação da Samello neste ano. “A empresa tem pedidos mas não consegue trabalhar, não consegue pagar funcionários. Isso só pode ser problema de gestão”, disse Paulo.
Desde fevereiro a empresa atrasa os pagamentos, mas foi em julho que os funcionários decidiram protestar e cruzaram os braços pela primeira vez. As manifestações, até hoje, não ultrapassaram dois dias. Nas outras três paralisações, os funcionários voltaram após a empresa se comprometer a depositar os salários.
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