O pão francês deve ficar entre 10% e 15% mais caro a partir do próximo dia 20 segundo o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região. No mesmo dia, o pão passará a ser vendido por quilo e não mais por unidade, como prevê a portaria 146/2006 do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial). Das 85 padarias de Franca, sete foram entrevistadas pelo Comércio e disseram que o preço vai subir, só não é possível prever exatamente quanto.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região, Augustinho Valdemir Juliati, o percentual previsto ainda é pouco. O ideal seria um reajuste acima de 30%. “O valor do pão francês está defasado. Há cinco anos não é reajustado. Nesse período a energia elétrica, a farinha de trigo e os insumos tiveram aumento. É uma questão de sobrevivência do setor”.
Na padaria dele a solução encontrada foi consultar os clientes. A Panificadora Paulista está realizando uma enquete. “Os nossos consumidores vão escolher se querem o pão com 50 gramas ou menor”, disse Juliati que também não decidiu quanto custará o pãozinho que produz. “Só depois disso decidiremos sobre o tamanho e o valor”.
O proprietário da padaria Estrela, Paulo Xavier, disse que o aumento deve ser pequeno. “Acredito que o valor do quilo do pão, o que corresponde a 20 pães de 50 gramas, ficará entre R$ 4,50 e R$ 6”.
Para Matheus Lourenço Pupin, proprietário da Panificadora Pão de Ló de Franca, com venda realizada por quilo, o preço deve variar. “O problema é que cada dia o consumidor pagará um valor. Um real, hoje, dá para comprar quatro pãezinhos, mas isso pode mudar devido à questão do peso. Às vezes isso passará. O cliente vai comprar quatro pães, mas não por R$ 1 e sim por R$ 1,20, por exemplo”, disse.
FISCALIZAÇÃO
O Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), de Ribeirão Preto, é o órgão responsável pela fiscalização das balanças e das padarias em Franca. Quem encontrar alguma irregularidade nos estabelecimentos pode denunciar. “Não temos funcionários suficientes para a fiscalização rotineira, então necessitamos da colaboração da população. O telefone para denúncia é: 0800-130522. O valor da multa varia de R$ 100 a R$ 50 mil”, disse a assistente técnica do instituto, Maria Luiza Pimenta Lins.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.