O homem assassinado com dois tiros no rosto, sábado de manhã, é o sapateiro desempregado André Luiz de Jesus, 28. O reconhecimento oficial foi feito por familiares domingo à tarde no IML (Instituto Médico Legal). O corpo havia sido encontrado próximo a uma construção do Bairro Esplanada Primo Meneguetti. A Polícia Civil ainda investiga o caso e busca pistas para chegar ao autor do crime. A hipótese de um roubo seguido de morte é a mais provável, mas outras possibilidades não são descartadas.
Morador da Rua Homero Alves, André Luiz havia saído de casa em uma moto, às 22 horas de sexta-feira. Disse aos familiares que iria à casa da namorada, no Bairro Moreira Júnior. O que aconteceu nas horas seguintes ainda é um mistério. Por volta das 7h30 de sábado, populares avistaram o corpo de um homem caído em um terreno no prolongamento da Avenida Elisa Verzola Gosuen e acionaram a polícia. A vítima estava morta e apresentava ferimentos provocados por tiros no nariz e face direita. No meio da rua marcas de sangue, evidenciando que o corpo foi arrastado e jogado no local.
O sapateiro não portava nenhum documento, o que impossibilitou a identificação imediata. Como ele não havia retornado para casa e a imprensa noticiava que um homem com suas características havia sido assassinado, familiares foram ao IML e o reconheceram.
Confirmada a identidade da vítima, a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) saiu a campo para tentar levantar seus últimos passos. “Já conversamos com alguns parentes e amigos, mas eles não puderam nos ajudar muito. O André era um cara fechado e evitava comentar sua vida particular”, disse o investigador Wellington Amato. Ninguém soube dizer se o sapateiro estaria recebendo algum tipo de ameaça.
A princípio, a hipótese de latrocínio é a mais cogitada, pois a moto, a carteira e o telefone celular da vítima não foram encontrados. Outras possibilidades também serão investigadas.
Logo após o encontro do corpo, moradores do bairro disseram ter ouvido uma briga na rua durante a madrugada. Não se sabe se a confusão tem relação com o assassinato. A vítima já esteve presa acusada de associação com o tráfico de drogas. Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do telefone 197.
O corpo de André Luiz de Jesus foi sepultado ontem no cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco.
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