A primeira parte do filme 2001: Odisséia no espaço, do diretor Stanley Kubric, mostra um macaco que ficou esperto pegar um osso e se tocar que esse objeto poderia ser usado para abater animais e garantir comida para o seu grupo. Pouco depois, o símio resolve usar o avanço tecnológico para matar seu semelhante.
Esse comportamento se repetiria ao longo da História a cada avanço tecnológico. Cada passo que a humanidade deu em direção ao progresso através de descobertas e invenções aplicáveis ao bem-estar da espécie foi sempre seguido da aplicação bélica do mesmo conhecimento, isto é, da aplicação da tecnologia para a aniquilação de outras pessoas. Foi assim com o fogo, com a fundição de metais, com o cavalo, com a pólvora, com o avião...
No início do século 20, os cientistas já sabiam bem como era um átomo (aquela “minusculíssima” partezinha ínfima de matéria) e descobriram como espatifar o núcleo de um desses. Pode apostar, isso gera um montão de energia. Descobriram então que seria uma boa idéia construir usinas e conseguir um tantão de eletricidade arrebentando o núcleo de átomos de plutônio ou urânio enriquecido.
Acontece que, de 1939 a 1945, o líder alemão Adolph Hitler dedicou-se a dominar o mundo e a anexar os países europeus, matando todos os judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, testemunhas de Jeová, padres contrários ao nazismo e quem mais se colocasse em seu caminho. Foi nesse tempo que o físico Albert Einstein deu no pé e foi parar nos Estados Unidos. Na América, o maior cientista do século 20, que conhecia bem o poder do átomo, mandou uma carta ao presidente daquele país avisando que, se Hitler descobrisse como usar a energia atômica para construir armas antes dos EUA, isso seria catastrófico para a humanidade.
A Casa Branca decidiu então investir pesado na pesquisa nuclear bélica, criando o Projeto Manhatan. Hitler jamais conseguiria construir a bomba atômica, mesmo porque os maiores cientistas da Alemanha tinham caído fora de lá durante a guerra (muitos deles eram judeu, e não eram trouxa de ficar lá por muito tempo).
Finalmente, graças ao cientista Robert Oppenheimer, os americanos aprenderam como realizar uma fissão (quebra) nuclear em cadeia auto-sustentável. Em julho de 1945, a primeira bomba atômica era testada com sucesso no deserto do Novo México. Em agosto, apesar da Alemanha já ter sido vencida e os japoneses estarem quase capitulando, os americanos decidiram usar seu novo “brinquedinho” em um lugar onde morasse gente. Mandaram duas bombas sobre o Japão, uma de urânio sobre a cidade de Hiroshima e uma de Plutônio sobre Nagasaki. A primeira matou 68 mil pessoas na hora e outras 70 mil nos anos seguintes por conta da radiação; em Nagasaki, 38 mil morreram na hora e 35 mil posteriormente.
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