A delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Graciela David Ambrósio, descartou ontem que as agressões sofridas pelo bebê IVMR, de nove meses, na escola particular que freqüentava, tenham sido resultado de mordidas de outra criança. A policial disse que trabalha com a hipótese dos ferimentos terem sido provocados por um adulto. O episódio aconteceu na última sexta-feira, quando os pais, ao buscarem o bebê, notaram vários hematomas em seu rosto, braços e abdômen.
Ambrósio disse que conversou com o legista responsável pelo exame de corpo de delito e que ele teria descartado a versão apresentada pela proprietária da escola. “O doutor Mauro Tozzi disse que não houve mordida e que os hematomas remetem mais a apertões ou até mesmo a beliscões. Segundo o que conversamos, a intensidade das marcas pode sinalizar até mesmo a participação de um adulto nas agressões, o que seria mais grave ainda”, disse.
Na manhã de ontem, o pai da criança, o inspetor de qualidade Dilermando Reis, 31, prestou depoimento na DDM e, segundo Ambrósio, confirmou todas as denúncias contra a escola. “Ele manteve o discurso que apresentou à imprensa, não mudou uma vírgula”.
A estudante LC, 19, dona da escola, também deu declarações ontem na DDM e manteve que os hematomas foram causados por outro aluno. “Mesmo diante do que o médico disse, ela manteve a alegação de que foi mordida de criança. Eu, particularmente, não acredito que um legista se enganaria, mas vou aguardar o laudo do IML”.
Ambrósio disse que no início da próxima semana fará novos interrogatórios, que, segundo ela, serão decisivos para os rumos das investigações. “Quero ouvir o médico do ‘Janjão’ e o profissional responsável pela escola. Deve haver um, já que a proprietária não tem formação pedagógica”.
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