Após seis dias de greve, os bancários das instituições privadas e da Nossa Caixa (estadual) em Franca recuaram e decidiram aceitar a proposta feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Os bancos ofereceram reajuste de 3,5% e participação nos lucros e resultados de 80% do salário mais R$ 828, entre outros benefícios.
A decisão foi tomada na manhã de ontem em assembléia na praça da Matriz que contou com a participação de cerca de 200 bancários. Com poucos votos de diferença (42 a 36 e o restante de abstenções), a greve foi encerrada.
A decisão oficial só foi tomada na manhã de ontem, mas a greve já havia sido abandonada na terça-feira por funcionários dos bancos Real, HSBC e Unibanco.
Para Edson Roberto dos Santos, presidente do Sindicato dos Bancários de Franca, a greve não consegui atingir toda as metas da categoria, mas garantiu avanços importantes nas propostas de acordo feitas pelos bancos. “A Fenaban ofereceu inicialmente 2%. Depois passou para 2,85% e, finalmente, propôs os 3,5%. Não contemplou nossa reivindicação inicial (7,05%), mas avançou nas propostas de outros benefícios”.
BANCOS PÚBLICOS
Se para os clientes das instituições privadas ontem foi dia de correr para as filas e acertar as contas, para os correntistas do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a situação é um pouco diferente. Nas unidades destas duas instituições, a greve continua.
Na mesma assembléia, ontem, os funcionários desses bancos votaram por manter a paralisação e vão continuar discutindo o valor da participação nos lucros e outros pontos de interesse diferentes. Todas as agências da Caixa Econômica Federal estiveram fechadas. No Banco do Brasil, apenas a agência da Estação fechou as portas. Na Cidade Nova, o atendimento foi normal. Já nas agências da Avenida Orlando Dompieri e do Centro, o atendimento foi parcial.
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