Os sem-terra têm até 15 de outubro, domingo, para deixar a Fazenda São José, em Cristais Paulista. A propriedade foi ocupada na noite do dia 5 de outubro por 160 famílias, que passaram 15 dias na Fazenda Santa Terezinha, em Franca. A reintegração de posse foi concedida aos proprietários na segunda-feira pelo juiz da 1ª Vara Cível de Franca, João Sartori Pires.
A fazenda está situada na estrada que leva a Águas Quentes, a 15 quilômetros de Cristais Paulista.
Vilmar Silva, um dos coordenadores do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), disse que tentou firmar um acordo com os proprietários para conseguir a permanência do grupo na fazenda por um tempo maior, mas não conseguiu. Silva afirma que os sem-terra querem, na verdade, ocupar a Fazenda Santa Zélia que fica ao lado. Segundo ele, a propriedade estaria com problemas na Justiça e poderia entrar em processo de desapropriação.
A fazenda invadida pelos sem-terra tem 156 hectares e é produtiva, onde se cria gado e se planta milho.
SANTA CRUZ
O MLST também mantém outro acampamento em Cristais Paulista. Aproximadamente 200 famílias ocupam a Fazenda Santa Cruz, situada próxima à divisa com o município de Claraval (MG). A propriedade já foi avaliada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que, segundo Vilmar Silva, teria feito uma proposta para o proprietário. O Comércio tentou por inúmeras vezes confirmar a informação com o instituto, mas a assessoria de imprensa não fala sobre o assunto.
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