PM desacatado defendeu Prefeitura do PCC


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Anna Giulia Bianco, 4, seu pai e seus irmãos entregaram flores brancas aos PMs em homenagem pela coragem de defender a população e denunciar Sidnei Rocha
Anna Giulia Bianco, 4, seu pai e seus irmãos entregaram flores brancas aos PMs em homenagem pela coragem de defender a população e denunciar Sidnei Rocha
Ontem o soldado da PM Amarildo, 37, a quem o prefeito Sidnei Rocha agrediu verbalmente no sábado, 30, chamando-o de “soldadinho de merda”, conversou, com exclusividade, com a reportagem do Comércio. Ele disse que se sentiu desrespeitado e diminuído na ocasião e reiterou que Sidnei parou seu carro em fila dupla em uma das duas pistas livres da Rua Monsenhor Rosa, em frente à Praça Barão, chutou os cones que impedem o estacionamento diante da base móvel e já chegou gritando de maneira grosseira e dirigindo ofensas aos agentes em serviço. “Sem nunca desrespeitar ninguém, dentro da lei, estamos lá para atender da melhor maneira possível a população. Atendemos ocorrências como furtos, acidentes, atos de vandalismo”, descreve sua função, o soldado. Para Amarildo, a ofensa do prefeito também é uma falta de reconhecimento pelo trabalho dos policiais. Ele lembrou ainda que por ocasião dos ataques do PCC, a base móvel ficou posicionada em frente à Prefeitura e os mesmos cones estavam lá. Amarildo arriscava a vida para proteger o prefeito. “Aqueles que ele chamou de merda estavam lá defendendo a Prefeitura e a sociedade”, disse. FLORES Ontem, o soldado recebeu o reconhecimento da família do comerciante Douglas Biano, que, acompanhado de seus três filhos, de 7 meses, 4 e 6 anos, levou flores aos policiais que estavam de plantão na base móvel da PM. Foi a maneira encontrada para protestar contra o gesto do chefe do Executivo municipal e de homenagear aqueles que tiveram coragem de denunciar a arbitrariedade. “Os policiais são autoridades e merecem respeito como qualquer outro cidadão; não podemos passar essa atitude do prefeito como exemplo para nossos filhos”, disse Douglas Biano. “Quando as pessoas estão em perigo não é para o prefeito que elas ligam, mas para aqueles a quem ele chamou de ‘merdas’”, continuou o comerciante, que acredita que “Sidnei precisa entender que ele não é o dono da cidade como ele pensa”. No momento do incidente, o trânsito na Monsenhor Rosa estaria lento. O prefeito teria dito que os cones de isolamento da base estariam atrapalhando. O soldado Amarildo teria explicado que ordens superiores determinavam que os cones permanecessem onde estavam. Irritado, Sidnei teria dito que quem manda na cidade é ele, dado pontapés em alguns dos cones e utilizado o termo “soldado de merda” em referência ao policial. A dupla de PMs que tomava conta da base pediu o reforço de viaturas, mas o prefeito deixou o local antes que as viaturas chegassem.

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