Aeroporto II ainda é Aeroporto II


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O Jardim Aeroporto II, pelo menos por três semanas, continua sendo Aeroporto II. A discussão de alterar o nome do bairro para Jardim Pirajá tomou a maior parte da morna reunião, que não contou com Gilson Pelizaro (PT) - o petista esteve em São Paulo. No fim, acabou adiada, como os principais projetos da sessão que marcou a volta de Marcelo Caleiro (PMDB), ex-candidato a deputado estadual, à Câmara Municipal. Os moradores do Jardim Aeroporto II, ao contrário do esperado, não compareceram ao plenário para acompanhar a votação do projeto de autoria do presidente Marcelo Mambrini (PMN) e do líder do prefeito Jepy Pereira (PSDB). Jepy defendeu de maneira discreta a proposta. Afirmou que ela foi motivada por uma reunião com moradores no dia 7 de setembro. Ressaltou ainda o abaixo-assinado com aprovação de 500 pessoas anexado ao projeto. Mambrini deu a principal justificativa para apresentar a proposta. “Como vereadores, fizemos nossa parte: colocamos o assunto em discussão”. Em seguida, Marcelo Valim (PSDB), Marcelo Caleiro (PMDB), Luiz Carlos Fernandes (PDT) e Silas Cuba (PT) foram contrários à aprovação do projeto. “Se fosse pelo nome, a Cidade de Deus (violento bairro do Rio de Janeiro), seria perfeita”, disse o tucano. Caleiro citou a falta de policiamento na região. Luiz Carlos acredita que a intenção pode ter sido boa, mas a medida é desnecessária. “Às vezes, no intuito de ajudar, cometemos erros”, disse. Silas, morador da região há 14 anos, apresentou um levantamento em que teria visitado todas as casas do bairro, uma a uma, e chegado à conclusão: “89,5% de 1219 pessoas ouvidas são contra a alteração”, disse o vereador. Em comum acordo, os co-autores decidiram pedir adiamento por três sessões para discutirem melhor o assunto. Ainda assim, o empresário Erismar Tanja, dono de um escritório de contabilidade no Jardim Aeroporto II, utilizou a tribuna para defender a alteração. Tanja repetiu que a unificação de quatro bairros, os Jardins Aeroporto I, II, III e IV, resulta na concentração de ocorrências policiais. Ele disse ainda que o estigma de região violenta traz discriminação e prejuízos aos moradores. O empresário fez questão de dizer que o movimento para alteração do nome não tem fins políticos e entregou uma carta a cada um dos vereadores afirmando que não será candidato nas eleições para vereador e prefeito de 2008. “Meu interesse é comercial, imobiliário e moral”, disse. DECISÕES Entre as principais definições da sessão de ontem, duas de autoria de Jepy Pereira, uma estabelece o fornecimento de dados do mandato do vereador aos cidadãos e a outra regulamenta a uniformização de distribuidores de panfletos na cidade. Os dois projetos que prevêem alterações na lei de isenção de IPTU a aposentados foram adiados por uma sessão.

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