A delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Graciela David Ambrósio, instaurou inquérito criminal ontem para investigar a denúncia da chanfradeira Priscilla Isabele Mendes, 26, de que sua filha, de apenas nove meses, sofreu agressões dentro da escola particular que freqüentava, na última sexta-feira. A criança apresentava hematomas no rosto, nos braços e no abdômen.
Ambrósio determinou que seja realizada uma verdadeira varredura na documentação e nas condições estruturais da escola. “Já oficiei Secretaria da Educação, Delegacia de Ensino, Conselho Tutelar e até a Vigilância Sanitária pedindo uma rigorosa fiscalização. Quero saber tudo: se tem condições físicas, higiênicas, a quantidade e a qualificação dos funcionários e alvará de funcionamento”, disse.
A delegada quer ainda agilizar o resultado do exame de corpo de delito realizado na criança no dia das agressões. A previsão do IML (Instituto Médico Legal) é de que o laudo seja emitido somente na terça-feira. “Acho que dá para sair antes. Pedi para que o meu pessoal entrasse em contato com o IML para tentarmos acelerar um pouco este processo”, disse ela.
Ainda hoje, Ambrósio pretende colher o depoimento da chanfradeira, considerado pela delegada como o ponto de partida das investigações. “Já a intimamos e quero falar com ela amanhã (hoje). Como ela é a autora das denúncias, pretendo colher detalhes que poderão ser fundamentais nas apurações e na conclusão do inquérito”, disse Ambrósio.
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