A pouco mais de dois meses para o Natal, o setor comercial de Franca se prepara para dar novas oportunidades de trabalho a quem está desempregado. Pelo menos 300 vagas de empregos temporários devem ser abertas, até o fim do mês, com grandes chances de efetivação. A maioria das ofertas de serviço é para vendedores, repositores, empacotadores e seguranças. Há algumas também para a área administrativa. A maioria das empresas não estabelece uma média salarial, quanto mais os empregados venderem, mais ganharão.
Somente o Shopping do Calçado deve oferecer cem vagas. Segundo o superintendente do centro de compras, Alexandre Tabah, o levantamento final ainda não está concluído, mas as 70 lojas do local já começaram a receber currículos. “As contratações são para novembro, dezembro e com possibilidade de se estender até janeiro, mês em que o movimento também é intenso em razão das férias”, disse. Em dezembro, o shopping amplia o horário de funcionamento até às 22 horas. No Franca Shopping, até a tarde de ontem, o departamento de marketing não havia definido quantas vagas serão abertas. De acordo com a assessoria de imprensa, faltam detalhes a respeito das novas lojas que serão inauguradas no local até o fim do ano, entre elas C&C, Mix Móveis, Giraffas e Camisaria Colombo. Mas um ponto é certo: até dezembro mais vagas de emprego deverão ser abertas.
Com uma superloja no cruzamento do calçadão das Ruas Voluntários da Franca e do Comércio, o magazine Torra Torra abrirá no mínimo 20 vagas. O estabelecimento não exige experiência e oferece oportunidades para homens e mulheres. “Pedimos que o candidato seja maior de 18 anos e que faça a entrega do currículo pessoalmente”, adiantou a gerente Cristiane de Souza Teles. A loja trabalha atualmente com 50 funcionários e tem como piso salarial R$ 538.
O Boticário aumentará o quadro de funcionárias com 35 admissões. Os maiores números (dez cada) são para as lojas do Calçadão da Rua do Comércio e do Franca Shopping. Em seguida, a loja da Rua Monsenhor Rosa contratará oito meninas e a da Avenida Brasil, sete. “As interessadas podem passar em uma das quatro lojas munidas dos documentos e uma foto 3x4 e preencher uma ficha”, explicou Elizete de Souza Benedito, gerente de treinamento do grupo. É preciso ser simpática e ter acima de 15 anos. As contratadas recebem por produtividade e trabalham durante todo o mês de dezembro. Antes, há dinâmicas e treinamento. Na empresa, 50% das funcionárias efetivadas começaram como free-lancers.
A loja das Casas Pernambucanas, apesar de ainda não ter a confirmação da loja matriz, deverá chamar cerca de 30 temporários para três meses de serviço na área de vendas. A empresa já recebe currículos. Carrefour, Magazine Luiza e Seller Magazine também devem contratar, mas ainda não informaram quais são os requisitos nem quantas pessoas deverão ser contratadas. Para o Wal-Mart, que abriu as portas na última quinta-feira, cem pessoas foram convocadas para trabalhar até janeiro. Segundo a assessoria de imprensa, se a demanda de clientes exigir, novas vagas poderão ser criadas.
Para Delduque Caleiro Palma, supervisor do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), a movimentação de Natal é uma das maiores responsáveis pela contratação de jovens. “Estamos com boas expectativas, tanto para estagiários como para menores aprendizes.”
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