Liminar afasta grevistas de bancos


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ENQUANTO PÔDE - O sindicalista Renato Mesquita coloca faixa na porta do HSBC, na segunda-feira. Banco é um dos que conseguiram uma decisão na Justiça que impede sindicalistas de se aproximarem da agência
ENQUANTO PÔDE - O sindicalista Renato Mesquita coloca faixa na porta do HSBC, na segunda-feira. Banco é um dos que conseguiram uma decisão na Justiça que impede sindicalistas de se aproximarem da agência
A greve dos bancários de Franca perdeu força ontem após os bancos conseguirem na Justiça liminares que proíbem sindicalistas e grevistas de se aproximarem das agências. Três bancos conseguiram o amparo judicial: HSBC, Real e Itaú. Neste último, os funcionários nem chegaram a aderir ao movimento, já que a liminar foi conquistada antes mesmo do início da greve. Já as agências do HSBC e Real voltaram às atividades normais ontem e os sindicalistas se mantiveram afastados das agências. As liminares foram concedidas pelos juízes Orlando Brossi Júnior e Julieta Maria Passeri de Souza e proíbem os sindicalistas de entrar nas agências, colar cartazes, faixas, abordar clientes e fazer piquetes nas portas dos bancos, sob pena de multa de R$ 3,5 mil. Segundo Edson Roberto dos Santos, presidente do Sindicato dos Bancários de Franca e região, a liminar não proíbe os funcionários de fazerem greve, mas é “uma forma truculenta de cessar o movimento. Isso os inibe”, disse. Outra agência que voltou a funcionar ontem, mas por opção dos funcionários, foi o Unibanco. Já no Bradesco, os bancários apenas ameaçaram greve e chegaram a cruzar os braços por uma hora na segunda-feira. Nas demais agências da cidade, o quadro continua o mesmo. Ontem foram 15 as agências de portas fechadas. Entre elas, da Nossa Caixa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander Banespa. O movimento de greve começou na quinta-feira da semana passada porque a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não avançava em suas propostas. Ontem a entidade convocou o Comando Nacional e fez uma nova contraproposta, que será avaliada em assembléia na manhã de hoje, às 8h30, na praça da Matriz. O reajuste dos benefícios aumentou em relação à última proposta, de 2,85% para 3,50%. Foi proposta ainda uma parcela adicional que varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500. Na proposta anterior, a parcela adicional era de R$ 750, a ser paga pelos bancos cujos lucros líquidos crescem pelo menos 20%. Os bancários reivindicam 7,05% de aumento real e maior participação nos lucros, mas com o avanço no reajuste oferecido, a greve pode ser encerrada ainda hoje. “A assembléia é soberana. Vamos apresentar os índices aos bancários e votar em assembléia”, disse Edson Roberto. VOLTA AO TRABALHO Na noite de ontem, parte das agências bancárias de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiram retomar o trabalho. Parte dos trabalhadores aceitaram a proposta da Fenabam de reajustar os salários em 3%. Os bancários se reuniram quatro vezes desde o início da greve. Hoje, em Franca, a concentração deverá ser maior, já que a discussão não se limita à paralisação. “Os bancários vão votar se aceitam ou não o reajuste proposto. Apresentaremos o resultado de outras regionais e eles decidirão. Caso não concordem, a greve continua”, disse o sindicalista.

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