Novo Pai


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Quando o assunto é gravidez na adolescência, geralmente o foco das atenções é voltado para as garotas. São elas que carregam o futuro filho por nove meses. Também são elas as responsáveis pela criação do rebento. Os pais, quando permanecem junto às futuras mães, são coadjuvantes em muitas histórias. Mas como será que os pais/garotos reagem à notícia de que sua namorada está grávida? Para muitos, o peso da responsabilidade imediata é grande e as acusações de falta dela pesam sobre suas cabeças, atordoadas com a notícia. A culpa de não ter se prevenido geralmente fica para os meninos. Muitas vezes, eles se sentem rejeitados pela família. “O adolescente é obrigado a amadurecer precocemente. Isso pode causar conseqüências graves. Dependendo da personalidade e da rigidez da família, ele se sente sobrecarregado e pode se tornar um adulto ansioso, estressado, depressivo”, diz a psicóloga Marta Maria Belato de Freitas Cintra, que auxilia os jovens a enfrentar os problemas freqüentes nesta fase da vida. “As responsabilidades que a criação de um filho exigem já não são fáceis para os pais adultos e imagina para aqueles que ainda estão em fase de amadurecimento”, afirma. Foi o que aconteceu com Leonardo Rafael Gomes, 19, que, quando tinha 17 anos, tornou-se pai. “Estava namorando há um ano, quando minha namorada ficou grávida. Ela tinha 14 anos e estava na 8º série e eu, no 2º colegial. No começo, transávamos com camisinha e depois relaxamos, paramos de usar, daí ela ficou grávida”, conta. No dia em que ele soube que iria ter um filho, ficou totalmente perdido. “Fui com ela e sua mãe no médico fazer o teste. Na hora já fiquei sabendo. Me deu medo, não sabia se chorava ou se eu apoiava a minha namorada, que não parava de chorar. Eu me fiz de forte para ajudar ela”. Nessa fase é que muitos garotos adolescentes sofrem sem ter onde buscar apoio, uma vez que toda a atenção está voltada para a menina e o bebê. “Durante os nove meses de gestação dela, eu tive que ficar firme, nem me preocupei com os meus sentimentos. Tive que amadurecer de uma hora para outra. Na hora a mãe dela ficou brava, e me disse: ‘Aí! Agora vocês têm um filho. Acabou a liberdade de vocês”. Já o pai dela não ficou muito bravo, pelo contrário, me deu uns bons conselhos”. Leonardo e sua namorada preferiram não se casar de imediato, só por causa do bebê. Mesmo assim, ao contrário da maioria dos adolescentes que quando ficam “grávidos” abandonam seus relacionamentos, o “papai adolescente”, que atualmente está com 19 anos, ainda namora e pretende se casar com a mãe de sua filha Lara, de 2 anos. “O nascimento dela só fez com que cada dia nós ficássemos mais unidos e apaixonados”. AJUDA Em Franca não há um programa específico de apoio aos pais adolescentes. “Mas através do Cras (Centro de Referência e Assistência Social), o adolescente que se interessar pode procurar auxílio com os psicólogos de lá”, diz Fabiana Rocha, coordenadora da Divisão da Criança e do Adolescente, da Prefeitura. “Buscar apoio nesses momentos com especialistas e a própria família é o melhor a se fazer”, disse Fabiana. serviço Informações: Cras Norte (Centro de Referência e Assistência Social), Rua Ilton Barbosa Silva, 740. Telefone: (16) 3704-8515.

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