O inspetor de qualidade Dilermando Reis, 31, pai da criança agredida, disse, ontem, que ainda enfrenta problemas por causa do ocorrido. Segundo ele, três dias após o episódio, a criança apresenta um nervosismo atípico. “Ela chora à toa, está muito manhosa. Ela nunca foi assim e tenho certeza que isso é conseqüência da covardia que fizeram com ela”, disse.
Segundo Reis, a criança passou a apresentar até mesmo sintomas físicos depois do fato. “Desde o sábado a menina está com diarréia e vômitos. Mesmo sendo muito pequena, sabe que algo de errado foi feito com ela. Mas isso não vai ficar assim, confio que a Justiça punirá os culpados com todo rigor que merecem”.
Reis disse que só aguarda o laudo do IML, na próxima terça-feira, para acionar juridicamente a proprietária da escola. O inspetor disse que irá atrás de todos os aspectos que a lei lhe der direito. “Antes de mais nada, quero que respondam pelo crime que foi cometido”, desabafou o pai. “Depois, vou processá-los pelos danos que nos causaram. Minha filha está abalada até hoje, minha mulher também. Fora isso, ela teve de abandonar o emprego que tinha acabado de conseguir para cuidar do bebê”.
Para a chanfradeira Priscilla Isabelle Mendes, 26, mãe da criança, o trauma dificilmente será esquecido. “Depois do que aconteceu, não confio de deixar meu bebê com ninguém. Nem mesmo com pessoas de confiança ou parentes. Agora, só ficará comigo”, disse a mãe.
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