Polícia vai investigar agressões a bebê em escola infantil


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Priscilla Isabelle Mendes segura a filha no colo, que teria sido agredida dentro da escolinha: pais querem Justiça, foram à polícia e vão procurar hoje o Ministério Público
Priscilla Isabelle Mendes segura a filha no colo, que teria sido agredida dentro da escolinha: pais querem Justiça, foram à polícia e vão procurar hoje o Ministério Público
A polícia deve instaurar inquérito criminal ainda hoje para apurar as responsabilidades sobre as agressões sofridas por um bebê de apenas nove meses na escola particular que freqüentava. A menina apresentava hematomas no rosto, nos braços e no abdômen. A polícia investigará possíveis ocorrências de negligência, maus-tratos ou até mesmo lesão corporal contra o bebê e os delegados responsáveis pelo caso já anteciparam que vão promover uma verdadeira “varredura” na escola para saber as condições de funcionamento da unidade. O delegado-titular do 3º Distrito Policial, João Tostes Garcia, ouviu, ontem, a proprietária da escola e disse ter detectado, de início, a primeira irregularidade. “Pelos depoimentos dos pais da criança e da dona da escola, não restam dúvidas de que houve negligência. Quantos a outros delitos, só poderá haver comprovação após o recebimento do laudo, que detectará se as agressões foram realmente feitas por outra criança ou se por um adulto”, disse o policial. “Eu mesmo tenho dúvidas, pois pude constatar um quadro de vários hematomas”, completou Garcia. O laudo do corpo de delito realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) ficará pronto na terça-feira da semana que vem. Por se tratar de crime contra uma criança, Tostes disse que encaminhará o caso ainda hoje à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A titular da unidade, Graciela Ambrósio, disse que solicitará aos órgãos competentes um verdadeiro mutirão para detectar as condições de funcionamento da escola. “É uma acusação muito grave. Abrirei inquérito imediatamente, tão logo a investigação chegue a mim. Vou contatar a Secretaria de Educação, a Delegacia de Ensino, a Vigilância Sanitária e o Conselho Tutelar. Quero saber tudo sobre esta escola, se tem alvará e como é sua estrutura para atender as crianças”, disse. OUTRO LADO A proprietária da escola, LC, 19, reconheceu que os ferimentos aconteceram dentro da escola e disse que foram causados por outro aluno, de apenas um ano. Negou que tenha havido negligência por parte de suas funcionárias. “Não houve (negligência). Tenho a escola há dois anos, tenho 70 alunos. Este foi um caso único. Nunca aconteceu algo assim e confio plenamente no trabalho delas.” O advogado Gilmar Machado da Silva, responsável jurídico da escola, disse que é impossível fazer qualquer tipo de julgamento antecipado. “É melhor aguardar o laudo pericial do IML. Só a partir dele dará para averiguar melhor o que houve.”

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