Os motoristas, em especial os caminhoneiros, reclamam do péssimo estado de conservação das rodovias brasileiras. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte revela que as críticas têm fundamento. Ao todo foram avaliados 84382 quilômetros. Desse total, 75% da malha rodoviária, ou seja, 63294 quilômetros, apresenta algum tipo de problema. Apenas 10,8% (9097 quilômetros) obtiveram classificação “ótimo”. O melhor é o trecho que liga São Paulo a Limeira.
Em sétimo lugar ficou a Rodovia Anhangüera, entre São Paulo e Uberaba (MG), passando pelas cidades de Orlândia, São Joaquim da Barra, Guará, Ituverava e Aramina. A Rodovia Ronan Rocha, no trecho compreendido entre Franca e Itirapuã, ocupou a 11ª colocação, juntamente com o trecho que liga Araraquara a São Carlos da Washington Luís.
A pesquisa, realizada em 109 estradas, levou em consideração as condições da pista, pavimentação, acostamento, sinalização e ainda a infra-estrutura de apoio, em que foram observados itens como presença de borracharias, praças de pedágio, balanças e postos da Polícia Rodoviária.
De todos os trechos pesquisados, 14,2%, ou seja, 11991 quilômetros, obtiveram classificação “bom”; 38,4% (32410 quilômetros) conseguiram nota “regular”; 24,4% (20561 quilômetros) foram avaliados como ruins e 12,2% (10323 quilômetros) ficaram no ranking das péssimas. Dos 84382 quilômetros avaliados, 70,3% apresentaram sinalização com problemas. Em vários trechos faltam placas de sinalização e em 40,5% das rodovias pesquisadas não há acostamento.
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