A paciência de professores e voluntários somada à perseverança dos alunos do CEI (Centro de Educação Integrada) permite transformar linhas, lãs, barbantes, telas e madeira em enxoval e acessórios úteis e decorativos. Durante as aulas, eles produzem tapetes, panos de chão, panos de prato, almofadas, passadeiras, toalhas para mesa de telefone, peso de porta, porta-guardanapo, porta-baralho e outros produtos, que são vendidos para ajudar na manutenção do centro. A venda é feita no bazar permanente da própria escola e na FAO (Feira de Artesanato da Oficina), que ocorre uma vez por ano.
Atualmente, as estantes do bazar estão com mais de mil peças, comercializadas a partir de R$ 3. Um tapete de barbante de 65 cm x 48 cm é encontrado por R$ 15; um conjunto com quatro peças de tapete confeccionado em tear de prego pode ser comprado por R$ 40; almofadas por R$ 10, porta-guardanapo a R$ 5, etc. “São peças bem-feitas. Os alunos são talentosos e alguns já conseguem ter acabamentos perfeitos. Temos produtos impecáveis”, disse a diretora do CEI, Cecília Del Bianco.
Antes, 50% do lucro era repassado para os estudantes, mas como a demanda aumentou, as despesas “incharam” e a escola teve de suspender o repasse de dinheiro para os criadores dos produtos.
A produção feita pelas turmas durante todo o ano é levada para a FAO. Neste ano, o evento chega à décima edição e mostrará ao público centenas de peças artesanais feitas pelos estudantes de 6 a 9 de dezembro, na AEC Centro (Rua Monsenhor Rosa, 2111). A expectativa é arrecadar R$ 20 mil para auxiliar na manutenção da entidade. A arrecadação da 9ª FAO foi de R$ 16 mil.
O bazar permanente funciona de segunda a sexta-feira das 7 às 22 horas, no próprio CEI.
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