A inserção no mercado de trabalho também está entre os objetivos do CEI. Até o momento, 14 alunos conseguiram vaga no mercado profissional. Eles estão registrados em fábricas de calçados e empresas de produtos de higiene.
Para preparar os estudantes, a entidade mantém o grupo “Trabalhador Eficiente”, que lhes ensina noções sobre respeito, maturidade, assiduidade, postura na empresa e outros meios para se comportarem adequadamente no ambiente profissional.
O jovem Danilo Rizzatti Alves, 25, que nasceu com síndrome de Down, foi um dos primeiros a se matricular na escola. Depois de dez anos superando limites, seu próximo desafio é conseguir um emprego. Com o que aprendeu na entidade já consegue ajudar na renda familiar. Ele produz em sua residência tapetes de linha e barbante e vende para parentes, vizinhos e amigos. Cada peça sai por aproximadamente R$ 45. “Com o dinheiro, compro café, arroz e pão para comer em casa. Pretendo ficar mais alguns anos aqui para aprender outras coisas e depois conseguir um trabalho”, disse. Danilo participa das aulas de música, dança e artesanato.
Luciana Lourenço, 17, é outra participante do projeto, aluna da turma de tapeçaria. Satisfeita com as conquistas através do CEI, comemora a mudança da sua rotina depois de se matricular no local. “Antes, minha vida era totalmente parada. Eu não fazia nada. Só ficava atrás da minha mãe e isso irritava ela. Agora, passo momentos divertidos aqui, fiz mais amigos e ainda faço tapetes para poder presentear quem eu gosto.” A jovem nasceu com deficiência mental.
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