Companheirismo marca competição


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Ao contrário de esportes que se caracterizam por disputas acirradas e clima de rivalidade, os praticantes de rali fogem à regra. Ao chegar ao local da largada de um raid, uma pessoa desavisada pode nem se dar conta de que é uma competição, tantas são as brincadeiras, provocações bem-humoradas e gozações entre os jipeiros. Tem-se até a impressão de que é apenas um simples encontro entre amigos. Também é comum a presença dos familiares dos competidores. Exemplo disso é o empresário Gustavo Herker de Souza, que chegou ao ponto de partida acompanhado da mulher, Sílvia Herker, e seus três filhos. Beijos e abraços são comuns nas despedidas. Quando partem para as trilhas, esse companheirismo continua. Tão comum quanto falhas mecânicas, é ver durante um rali adversários se ajudando. Em casos extremos, há até os que abandonam a corrida para auxiliar o companheiro com algum problema mais sério em seu veículo. O Jipe Clube Franca procura incentivar esse clima de amizade. Seus membros, entre eles empresários, mecânicos, profissionais liberais e até pilotos de avião, reúnem-se ordinariamente toda quarta-feira. Aos sábados, quando não há competições programadas, partem para trilhas da região a fim de exercitarem os reflexos.Segundo o empresário Célio Rolzão, um dos destinos preferidos dos trilheiros é o sul de Minas Gerais, “um verdadeiro paraíso para quem gosta de esportes radicais”. É na Serra da Canastra que jipeiros trocam experiências e acumulam histórias de aventuras. A competição terminou, mas o espírito ficará a até a próxima prova.

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