Mãe acusa professora de escola particular de agredir criança


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A chanfradeira Priscilla Isabele Mendes, 26, registrou Boletim de Ocorrência no 3º Distrito Policial, na sexta-feira, no qual diz que sua filha de apenas nove meses, teria sido espancada na escola particular que freqüenta, na zona norte da cidade. A criança apresentava hematomas por todo o rosto, no braço direito e no abdômen, além de um enorme “galo” na testa. O delegado João Walter Tostes Garcia solicitou exame de corpo de delito, cujo resultado deve ser divulgado na segunda-feira. O bebê estaria freqüentando a escola desde quarta-feira. Na tarde de sexta, a mãe, ao buscar o bebê, disse ter notado algo de errado, pois a professora teria demorado muito para lhe entregar o bebê. “Fiquei pelo menos 25 minutos do lado de fora e, quando a professora apareceu, trouxe minha filha neste estado, toda machucada”, disse Priscilla, nervosa. De imediato, a chanfradeira pediu para falar com a dona da escola para saber o que tinha acontecido. A proprietária teria dito, então, que uma outra criança, de um ano, seria a autora das agressões. “Ela me falou que esses ferimentos foram causados por outra criança, de um ano de idade. Eu não acredito nisso. Para mim, foi coisa de adulto. E mesmo que fosse outra criança, onde estavam as funcionárias dela, que deixaram tudo isso acontecer?”, perguntou. O pai da criança, o inspetor de qualidade Dilermando Reis, 31, disse que tal situação é “inconcebível” e que, ainda esta semana, ingressará com ações na Justiça Criminal e Civil. NEGLIGÊNCIA A proprietária da escola reconheceu que a criança sofreu ferimentos no período em que permaneceu sob os cuidados de suas funcionárias, mas disse que os mesmos foram feitos por outro bebê, de um ano de idade. “Ocorreu sim da criança apresentar ferimentos pelo corpo...no rosto (...) Nossa monitora colocou ela com outra criança para trocar a fralda de outro bebê. Quando a criança foi mordida, ela correu para acudir”. Ela nega que a menina tenha sofrido outro tipo de ferimento dentro da escola. “Houve as mordidas no rosto. Não daria tempo da outra criança morder no resto do corpinho dela. Ela saiu da escola com as mordidas no rosto. Arranhões no rosto, na orelhinha”. A proprietária acredita que não houve negligência por parte das nove funcionárias que, segundo ela, são estudantes de pedagogia. “Não houve (negligência). Tenho a escola há dois anos, tenho 70 alunos. Este foi um caso único. Nunca aconteceu algo assim e confio plenamente no trabalho delas”.

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