O número de pessoas com dificuldades para movimentar contas, fazer depósitos e sacar dinheiro deve aumentar. Pelo menos é isso o que planeja o Sindicato dos Bancários de Franca para esta segunda-feira. A idéia é, a partir de uma reunião marcada para as 9 horas na Concha Acústica, conseguir mais adesões para o movimento. Os bancos do Brasil e Itaú são os principais alvos.
A greve foi decretada na noite de quarta-feira por tempo indeterminado. Os bancários querem aumento real de 7,05% e a reposição da inflação. Os bancos propuseram apenas a reposição de 2,85%, com a justificativa de que o reajuste é equivalente à inflação medida nos últimos 12 meses pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Paulo Nocera, secretário-geral do Sindicato dos Bancários em Franca, a reunião discutirá os próximos passos da greve na cidade. “Vamos avaliar o movimento, passar novas diretrizes e buscar mais adesões”.
De acordo com Nocera, na quinta-feira, 400 bancários entraram em greve e na sexta-feira esse número aumentou para 600 pessoas. “É preciso que haja conscientização dos bancários. Vamos trabalhar na segunda-feira para que os funcionários da agência do Banco do Brasil no Centro, que paralisaram os serviços parcialmente, cruzem os braços por definitivo”. A adesão dos funcionários do Banco Itaú também é aguardada.
Na sexta-feira, das 37 agências da cidade, 16 fecharam as portas. Segundo dados da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 185 mil bancários pararam em todo o Brasil.
Para quem não pode esperar pelo retorno do movimento normal dos bancos, as casas lotéricas, correspondentes bancários e caixas de auto-atendimento são dados como opções. Nesses locais, é possível pagar contas de água, luz e telefone, boletos bancários e, em alguns casos, sacar dinheiro e fazer depósitos.
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