O prosseguimento do inquérito contra o prefeito Sidnei Franco (PSDB), acusado de ter desacatado o soldado Amarildo, da Polícia Militar, no último dia 30, na Praça Nossa Senhora da Conceição, dependerá do delegado seccional, Mauri de Camargo Segui. O delegado disse que pretende ouvir os três policiais que trabalhavam na base móvel no dia da discussão nesta segunda-feira.
Durante a semana, o comando da Polícia Militar enviou ao seccional todos os documentos da PM sobre o caso, incluindo o termo circunstanciado. Pela legislação penal, o ato já pode ser considerado uma representação da corporação. O Coronel Arantes, comandante do 15º Batalhão, nega que a PM tenha representado contra o prefeito, mas entregou os documentos e disse à reportagem, em conversa gravada, que agora o prosseguimento depende de Segui. “Agora, é com o seccional”.
O delegado é o responsável pela abertura do inquérito contra Sidnei que, por ser prefeito, tem foro privilegiado pela Constituição Estadual, e só pode ser julgado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.
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