A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) finalizou na quinta-feira nova proposta para continuar prestando serviços de água e esgoto em Franca. A diretoria da empresa ainda precisa dar o aval final para que os possíveis termos de um novo acordo possam ser apresentados à prefeitura, o que deve ocorrer somente na próxima segunda ou terça-feira.
No dia 23 de setembro, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) assinou decreto que retomava os serviços. Para renovar contrato vencido um dia antes, o tucano havia exigido o pagamento de R$ 30 milhões em dois anos, além de uma participação de 4% nos lucros mensais da empresa. Luiz Carlos Neto Aversa, diretor de Comunicação da Sabesp e responsável pela negociação com a prefeitura, se limitou a dizer, ontem, que a nova proposta está “muito próximo” do que a prefeitura deseja.
Apesar de não querer detalhar a oferta, alegando ser uma “indelicadeza com a prefeitura”, que ainda a desconhece, garantiu que pouco mudou em relação ao que o Comércio já havia divulgado com exclusividade no dia 30 de setembro.
Há uma semana, o próprio Aversa havia admitido uma contrapartida entre R$ 20 e 25 milhões a ser paga em 30 anos. Além disso, a Sabesp arcaria com o custeio da obra de revitalização da cachoeira do Córrego Cubatão e desenvolveria programas de educação ambiental e replantio de mata ciliar. O diretor da Sabesp havia dito ainda que a possibilidade de repassar parte do lucro mensal da empresa ao município é hipótese descartada.
Ontem reiterou. “Não é possível. A Sabesp não vai trabalhar com esse tipo de gestão”, disse.
SEM COMUNICAÇÃO
Ontem, Aversa disse que tentou contato com o chefe de gabinete do prefeito Sidnei Rocha, José Paschoal Ribeiro, mas não obteve êxito. Nenhum dos dois números de telefones celulares foi atendido. O diretor da Sabesp queria comunicar a Paschoal que uma proposta estava definida e que a prefeitura teria acesso a ela no início da semana que vem. No final da noite de ontem, Paschoal foi informado pela reportagem do Comércio que uma nova proposta havia sido finalizada. Disse que a desconhecia. Até ontem, a Prefeitura de Franca continuava aguardando uma manifestação da empresa e não havia tomado nenhuma medida judicial para fazer valer o decreto assinado por Sidnei há duas semanas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.