De olhos bem fechados


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A temporada do sol está chegando e mocinhas e marmanjos já preparam seu “kit sobrevivência”: inscrição na academia para um corpo malhado, roupa decotada para destacar os “dotes físicos”e bronzeador para aquele corpo dourado. Um acessório, ao menos, não pode faltar na hora de sair de casa em dias ensolarados; o óculos de sol. Peça fundamental para completar o visual, os óculos são também essenciais para proteger os olhos dos perigos invisíveis causados pelos raios UV (ultravioleta). A falta de cuidado com a incidência solar nos olhos pode causar doenças sérias. A cegueira seria o último caso, quando o descomprometimento for total com a saúde. Segundo dados apresentados recentemente pela OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 60 mil pessoas morrem por ano - a maioria devido ao câncer de pele - por excesso de exposição ao sol. O primeiro relatório a detalhar os efeitos globais da exposição ao sol também destaca que a radiação solar é responsável por queimaduras, envelhecimento da pele, catarata nos olhos e até pterígio (formação de tecido sobre a córnea), dentre outras doenças (o estudo completo está disponível na internet: www.who.int/uv). “Todos precisamos da energia solar para viver bem, mas o excesso de exposição ao sol pode ser perigoso e até fatal. A maioria das doenças provocadas pela radiação solar UV, como melanonas, cânceres de pele e cataratas, pode ser prevenida com a adoção de medidas de proteção”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO (Instituto de Moléstias Oculares). A vendedora Eliane Faria não brinca com sua saúde. “Não saio de casa sem meus óculos escuros”, diz. Pela manhã, ela abusa do gel para limpeza de pele, depois se lambuza de protetor solar. Arruma os cabelos louros, coloca os óculos e, aí sim, vai para o trabalho. Tanta preocupação é para evitar problemas futuros com a pele e olhos. “Sei dos perigos do sol e aproveito apenas seus benefícios”, afirma. A exposição ao sol, sem proteção, a quantidades excessivas de radiação UV, por um curto período de tempo, pode causar uma ceratite. “É como se fosse uma ‘queimadura’ da córnea, causando dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos”, diz Virgilio Centurion. Proteção dos olhos Os efeitos da radiação UV sobre a pele são cumulativos. “Quanto mais você se expõe aos raios UV, maiores serão os riscos, com o passar dos anos, de surgirem proble-mas de visão. É aconselhável, sempre, o uso de óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada aos olhos, não apenas durante o verão, mas por todo o ano”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO. Segundo a médica, “bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B; não devem distorcer imagens ou mudar as cores e devem ter lentes cinza, verde ou marrom, capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível”, diz Sandra. Os óculos de grau também devem ter proteção UV. “Bonés, viseiras e chapéus oferecem proteção adicional, quando precisamos passar muitas horas sob a luz solar”, destaca a médica. “Colocar óculos escuros falsificados, sem comprovação de eficácia é loucura. Uso a peça por vaidade também, mas, claro, a proteção vem em primeiro lugar”, disse a vendedora Elaine Faria. SERVIÇO IMO (Instituto de Moléstias Oculares). Endereço: Avenida Ibirapuera, 624, São Paulo-SP. Horário de atendimento: das 8 horas às 18h30, de segunda a sexta-feira, e das 8 horas ao meio-dia, aos sábados. Telefone: (11) 5573-6424. Site: www.imo.com.br. E-mail: imo@imo.com.br

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