Francanos lutam pelo título Estadual


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Adilson Silva (esq.) e Filipe Cintra jogam peteca em escritório: brincadeira de fim de semana  tornou-se esporte e vai levá-los a disputar estadual pelo poderoso Corínthians
Adilson Silva (esq.) e Filipe Cintra jogam peteca em escritório: brincadeira de fim de semana tornou-se esporte e vai levá-los a disputar estadual pelo poderoso Corínthians
Originalmente brasileiro, o jogo de peteca é uma brincadeira comum nas ruas de Minas Gerais e levada a sério por um grupo de escreventes, contabilistas e sapateiros residentes atualmente em Franca. Tanto que foram contratados recentemente pelo Corínthians para jogar hoje e amanhã no Campeonato Paulista do esporte. O torneio acontece na sedesocial do clube mosqueteiro. A equipe formada por Istênio Gonçalves, 30, Marcelo Parreira, 22, Kênio Gonçalves , Diênio Gonçalves, Filipe Cintra de Pádua Barbosa, 27, e Adilson dos Santos Silva, 26, joga há pelo menos dez anos. No caso de Cintra e Silva, o costume começou quando ainda moravam em Cássia (MG). No ano passado, todos eles passaram a competir, viajando para Brasília, cidades do interior paulista e de Minas Gerais. O treinamento, de mais de uma hora durante três vezes por semana, começou a dar resultados. Depois de conquistar o primeiro lugar em uma das etapas do Paulista, realizada em São José do Rio Preto nos dias 19 e 20 de agosto, a equipe recebeu o convite para defender o Corínthians. Por enquanto, os atletas receberão ajuda de custo para as viagens, hospedagem e alimentação. Dinheiro, propriamente dito, ainda não está previsto, mas não deixa de ser um sonho a ser alcançado. “A gente ficou sabendo que alguns petequeiros chegam a receber até R$ 1 mil. Precisamos ainda mostrar trabalho para chegar a esse nível, mas estamos caminhando”, disse o escrevente Filipe Cintra, medalhista de ouro em Rio Preto. Por tudo isso, apesar da dedicação, os atletas dividem o tempo entre a modalidade e outras profissões. “O primeiro prêmio que recebi foi de R$ 150 e ganhei em dezembro. Mas já gastei quase R$ 3 mil em viagens”, lembrou Cintra, um dos mais dedicados petequeiros da equipe e que já tentou ser jogador de futebol, mas preferiu ficar com a peteca. “Nosso maior problema é a pouca divulgação e existe discriminação. Na cidade, deve haver pelo menos cem pessoas jogando peteca, a maioria apenas como brincadeira”, criticou Adilson dos Santos, ao indicar as maiores dificuldades enfrentadas.

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