Uma vacina para quem sofre desse terrível hábito de abusar das prerrogativas inerentes ao cargo, está fortemente representada nas quatro Virtudes Cardeais que seguem com algumas adequações que se fizeram necessárias:
SABEDORIA no governar
JUSTIÇA para com os mais fracos
FORTALEZA para resistir aos efeitos da vaidade e das paixões que despertam a ira
TEMPERANÇA no trato de cidadãos investidos legalmente das obrigações funcionais.
Recorrendo ao nosso baluarte Rui Barbosa, detentor de autoridade incontestável para rechaçar tais práticas primitivas; evocamos um de seus textos que aborda comportamentos lamentáveis aplicável (atualmente) sobre “alguns” que ainda estão equivocados sobre o verdadeiro significado da arte de governar:
“Perdendo a sua impersonalidade, convertendo-se em mecanismo de forjar e abater posições, de servir e destruir indivíduos, o Governo fez da perseguição o seu eixo. E a perseguição carece de tornar-se cada vez mais perseguidora, para se acautelar contra as reações possíveis. Uma perversidade arrasta outras, para se defender, ou encobrir. ‘Scelus velandum est scelere’. O medo abole a piedade na alma dos déspotas e extingue-a no coração dos escravos. As leis morais são ainda hoje as mesmas que na idade das proscrições cesáreas, da qual escrevia Tácito: ‘O temor dissolvera todos os laços da humanidade; e quanto mais cruel se mostrava a tirania, mais o povo se despia da compaixão’.”
Gladius Colina
é leitor do Comércio
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.