O País terá dois campeonatos brasileiros de basquete outra vez. A Nossa Liga de Basquete (NLB), oposição à política adotada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), fará o seu campeonato mesmo sem os maiores clubes do País. “Quem está aqui sabe o que quer. Parte dos clubes que estão do outro lado não sabem”, afirma Oscar Schmidt, presidente da NLB, sobre os que decidiram disputar o Nacional. “Franca e Paulistano lideram o grupo dos clubes que não sabem o que querem”.
A NLB tem dez equipes inscritas -Paysandu (PA), São Luís (MA) e Clube Terezinense (PI), do Norte/Nordeste; Saldanha da Gama (ES)
Volta Redonda (RJ), Guarujá, Santos e Campineiro de Regatas (de São Paulo), pelo Sudeste; São José dos Pinhais (PR) e Criciúma (SC), pelo Sul. A NLB espera a inscrição de mais 4 ou 6 times (o torneio pode ter até 16 participantes) até 4 de novembro. Divulgará a forma de disputa (podem haver fases regionais para reduzir custos) até dia 6 e o campeonato começa dia 15.
A NLB mudou de empresa de marketing - é a Fragata Mkt -, vai negociar com a ESPN Brasil e as bolas Wilson e liberou patrocínios para os clubes. “Quem conseguir pode ter ajuda do açougue da esquina”, explica Oscar. Para ele, uma conciliação com o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, não é possível nem com a intermediação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
“Já houve uma tentativa de entendimento em junho. Estiveram presentes, inclusive, o Luiz Zveiter (ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e o Ari Graça (do vôlei). A CBB ficou de promover uma reconciliação e, na seqüência, convocou reunião com todos os clubes, sem chamar a NLB”.
Disse que o basquete está “sucateado”. “Um menino que ganha 35 milhões (de reais), como o Leandrinho, anda no aeroporto sem ser parado pelos fãs. Ninguém sabe quem é o Leandrinho!”
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