Decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda pode tirar Gilson de Souza (PFL) da lista de deputados estaduais eleitos em 1º de outubro. O promotor de Justiça da cidade de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), que recebeu 95101 votos no último domingo, teve sua candidatura impugnada e, por isso, não aparece entre os eleitos. Capez protocolou recurso no tribunal e, caso consiga reverter a situação, será o 20º deputado mais votado da coligação PSDB-PFL. Com isso, Gilson de Souza cairia para o 36º lugar e, como os dois partidos têm direito a apenas 35 vagas, se tornaria o primeiro suplente.
A assessoria de imprensa do TSE informou que, em razão da grande quantidade de processos, não é possível informar quando o recurso de Capez será julgado. A Procuradoria Eleitoral o acusa de não ter se desvinculado do Ministério Público no prazo de seis meses antes das eleições, conforme previsto na legislação.
Por isso, o tucano seria considerado inelegível. As sessões ordinárias do tribunal ocorrem de terça a quinta-feira, mas os juízes podem convocar reuniões extraordinárias.
ESPERANÇA
Ontem, Gilson de Souza disse que vai aguardar a decisão do TSE, mas não perdeu a esperança. “É preciso esperar, as decisões do tribunal a gente nunca sabe. Se for para ficar como primeiro suplente ou titular, acredito que não tenha problemas para a continuidade. Sempre alguém assume um espaço. O duro é se eu estivesse lá na terceira ou na quarta. Sou deputado até março e tenho certeza que vou continuar trabalhando”, disse.
O pefelista acredita que um ou outro candidato eleito deve passar a fazer parte do governo de José Serra e, neste caso, abrir vaga para suplentes da coligação. Caso parecido ocorreu com Roberto Engler (PSDB) há quatro anos. Engler foi o primeiro suplente do PSDB e assumiu uma vaga após a ida de Duarte Nogueira (PSDB) para a Secretaria de Agricultura no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).
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