A falta de educação de algumas pessoas tem atrapalhado o projeto de recuperação da voçoroca do Jardim Paulistano I, que consumirá R$ 640 mil e a transformará em área de lazer. Pela segunda vez, em menos de uma semana, o local foi usado como depósito de entulhos.
Há poucos dias, a Prefeitura havia removido restos de construção despejados irregularmente na área e, na segunda-feira, foi surpreendida por outro monte com cerca de 15 toneladas (8 caminhões cheios) de placas de concreto, ripas de madeira, tijolos e materiais de construção no mesmo local. Serão necessários de um a dois dias para remover a quantidade, o que acaba atrasando os serviços e ameaçando o andamento da obra.
A secretária de Obras, Serviços Municipais e Meio Ambiente, Valéria Marson, definiu as ocorrências como “falta de cidadania”. A equipe de limpeza de áreas públicas precisará ser deslocada hoje para resolver o problema.
“A Prefeitura está realizando ações para beneficiar a comunidade e a própria população atrapalha. Precisamos da conscientização das pessoas e que os moradores denunciem os infratores”, disse a secretária.
O espaço receberá cerca de arame farpado para inibir arremessos de lixo e novas interrupções dos serviços.
RENOVAÇÃO
Com mais de meio milhão de investimentos, as obras do Jardim Paulistano I transformarão o gigantesco buraco -120 mil metros quadrados -em área verde. Os recursos são do próprio município. A expectativa da Prefeitura é que até dezembro a comunidade possa se beneficiar do espaço totalmente iluminado, com dois campos de futebol, pistas de skate e pista de bicicross. “Se as pessoas colaborarem, conseguiremos entregar no prazo”, disse Valéria.
A revitalização começou no dia 24 de julho. Até o momento, foram instalados 400 metros de galerias, 9 caixas de passagem e um terminal dissipador. A equipe trabalha na parte de terraplenagem e, nas próximas semanas, iniciará a urbanização. A voçoroca foi formada pela erosão provocada pelas chuvas. A força das enxurradas provocou a formação de crateras fundas, que estavam invadindo ruas e colocaram casas em risco.
“Em algumas crateras cabiam dois caminhões dentro de tão fundas.
Não tinha mais condições de continuar como estava e resolvermos recuperar o terreno, mas precisamos da colaboração da comunidade”, disse a secretária Valéria Marson.
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