Prefeito altera o destino de R$ 5 milhões


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Um projeto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) foi aprovado ontem em regime de urgência pelos vereadores. A proposta modificou dotações orçamentárias que ultrapassam R$ 5 milhões. O secretário de Finanças da Prefeitura, Sebastião Ananias, foi à Câmara tentar convencer os vereadores. A intenção de Sidnei era mexer em mais de R$ 6 milhões, mas protestos da oposição diminuíram o alcance do projeto. Após uma emenda de última hora, a verba de R$ 1 milhão da Câmara Municipal para as cirurgias eletivas e os R$ 542.902,95 destinados à pavimentação do Residencial Ana Dorothéia e do Recanto Elimar II foram poupados e o projeto acabou aprovado. Além dos recursos da Câmara e dos bairros, a proposta retirava, ainda, dotações orçamentárias para asfaltamento do Jardim Ipanema (R$ 132 mil), da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social (R$ 426 mil) e da área da Saúde (cerca de R$ 3,4 milhões). Em uma reunião de cerca de uma hora, o secretário explicou ainda que se tratavam de dotações que não seriam utilizadas. No caso do Jardim Ipanema a dotação não sairia do papel por já ter recursos suficientes para a obra. Na Ação Social, por não haver verbas municipais. E, na Saúde, a União não teria enviado o dinheiro. Em compensação, com a aprovação do projeto, a Prefeitura investiria na reforma de uma Escola Infantil no Parque do Horto (R$ 652 mil), na frota de veículos da Secretaria da Educação (R$ 850 mil), além de complementar verbas de custeio de iluminação pública (R$ 1 milhão), varrição de ruas (R$ 2,2 milhões) e para a construção de uma nova célula do aterro sanitário (R$ 1 milhão). As justificativas de Ananias só não convenceram Gilson Pelizaro (PT) e Valter Gomes (PSB). Ambos criticaram o remanejamento de R$ 1 milhão da Câmara, dinheiro que havia sido disponibilizado para um mutirão de cirurgias eletivas, para o asfaltamento do jardim Ana Dorothéia e do Recanto Elimar. Também não concordaram com a alteração nos recursos da Saúde. “Não dá para aceitar essa situação, de ter que votar um projeto de R$ 7 milhões, em regime de urgência”, disse o petista, pouco antes de ameaçar pedir vistas do projeto, o que atrasaria a votação em uma semana. A pressão surtiu efeito. O líder do prefeito, Jepy Pereira (PSDB), buscou um acordo. Mandou redigir uma emenda que excluía os pontos questionados pelos colegas, exceto as verbas da Saúde. A medida satisfez Pelizaro e Valter, que acabaram por votar a favor do projeto.

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