Quem leu o Comércio da Franca no último domingo já sabia quem seriam os deputados eleitos pela cidade. Com absoluta exclusividade, o jornal trouxe uma pesquisa detalhando as intenções de votos dos francanos no dia das eleições. Os números apontavam os então candidatos Marco Aurélio Ubiali (PSB), Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (PFL) com grandes chances de se elegerem. A previsão foi certeira e os três obtiveram sucesso nas urnas (veja quadro ao lado).
A iniciativa do Comércio foi pioneira. Pela primeira vez, o eleitor francano pôde saber, por meio de pesquisas confiáveis de opinião pública, quais as chances reais de cada um dos postulantes a cadeiras na Câmara Federal e Assembléia Legislativa. Ao todo, foram encomendadas quatro rodadas de pesquisas ao Instituto Datalink, entre julho e setembro, todas devidamente registradas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Entre os candidatos a deputado federal, desde o início, Ubiali apareceu como o favorito dos eleitores francanos. Em momento algum foi ameaçado por seus concorrentes. A liderança se manteve nos demais levantamentos e se confirmou no último domingo, quando o médico foi eleito com expressiva votação na cidade.
Ainda na disputa pela Câmara Federal, outro fato constatado pelas pesquisas Comércio/Datalink e confirmado após a eleição, foi a virada de Clarindo Ferracioli (PSC), o Belão, sobre Gilmar Dominici (PT). Na primeira pesquisa, Belão era o terceiro colocado, quase 20 pontos percentuais atrás do petista. Ao longo da campanha, as pesquisas apontaram para uma gradual inversão entre os dois e apontaram para a ascensão de Belão.
Na corrida para a Assembléia Legislativa, a situação foi semelhante. Gilson de Souza (PFL) sempre liderou os números, seguido por Roberto Engler (PSDB). Marcelo Caleiro (PMDB) corria por fora, longe dos dois primeiros. E este foi exatamente o panorama final apresentado nas urnas: Souza e Engler foram eleitos e Caleiro, em terceiro, ficou de fora. Até mesmo as oscilações, para cima e para baixo, entre os três, foram retratadas com exatidão pelas pesquisas. O mesmo valeu para os nanicos, que praticamente não foram mencionados nos levantamentos do Datalink e repetiram, nas urnas, o fraco desempenho.
A editora Denise Silva, que coordenou a produção do caderno especial Eleições 2006 durante toda a campanha, disse que a divulgação das pesquisas foi uma iniciativa corajosa, que serviu para reafirmar o trabalho sério do Instituto Datalink e a tradição de credibilidade do Comércio. “O resultado não poderia ser diferente. Acertamos do início ao fim o cenário político que se desenhou durante a campanha”.
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