O deputado federal eleito Marco Aurélio Ubiali (PSB) deverá começar a se acostumar com as benesses que o poder lhe trará a partir de 1º de fevereiro. Uma série de benefícios o esperam na Câmara dos Deputados. Somando-se salários, ajudas de custo e outras despesas pagas pelo Legislativo, Ubiali manejará, somente em seu gabinete, cerca de R$ 100 mil por mês, o que dá a soma de R$ 1,2 milhão a cada ano, ou R$ 4,8 milhões durante o mandato.
A verba poderá se multiplicar caso o médico francano rompa as fronteiras e torne-se líder de bancada ou membro da mesa diretora. Se for eleito presidente da Casa, além de receber o triplo do valor básico, será o terceiro na linha de sucessão presidencial e, assim, assumiria o Planalto caso o titular e o vice estejam impedidos de exercer o cargo. Os dois últimos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo e Severino Cavalcanti, chegaram a ser presidentes da República em exercício.
Antes de sonhar tão alto, Ubiali quer primeiro reconhecer o terreno que ocupará a partir de fevereiro do ano que vem. Por isso, já procura em Brasília uma pessoa experiente para assumir a chefia de seu gabinete. “Preciso de alguém com experiência em Congresso para trabalhar comigo”, declarou Ubiali.
Para as 20 vagas de assessor de deputado, Ubiali revelou que não tem número de assessores suficiente no grupo que o acompanhou na campanha. “Trabalhei com uma equipe de somente oito pessoas. Por enquanto, não tenho como preencher todas as vagas”. No entanto, assessores do PSB de outras cidades podem preenchê-las.
COMPROMISSOS
Ontem foi mais um dia de compromissos para o deputado federal eleito. Pela manhã, o deputado federal eleito foi ao gabinete do prefeito, Sidnei Franco da Rocha (PSDB), conforme havia prometido quando participou da sabatina do jornal Comércio da Franca e da rádio Difusora AM (1030 kHz). À tarde, esteve na festa de lançamento do patrocínio do Franca Basquete.
Marco Aurélio Ubiali viajará amanhã para São Paulo, onde participará de uma reunião com os demais deputados eleitos pelo PSB em São Paulo. No encontro, será definido também se a legenda apoiará o presidente Lula (PT) ou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Eleitor de Alckmin, Ubiali ainda não sabe o que fazer caso o PSB apóie o petista. Da capital paulista, poderá ter dois destinos: Brasília, quando poderá visitar o Congresso pela primeira vez como eleito, ou Recife (PE), onde poderá participar da campanha do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, candidato a governador de Pernambuco.
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