Golpe do café causa prejuízo superior a R$ 2,2 mi


| Tempo de leitura: 2 min
Barracão onde estavam armazenadas cerca de 10 mil sacas de café está fechado desde o fim de semana: a princípio, o proprietário responderá por apropriação indébita, mas poderá ser indic
Barracão onde estavam armazenadas cerca de 10 mil sacas de café está fechado desde o fim de semana: a princípio, o proprietário responderá por apropriação indébita, mas poderá ser indic
O número de vítimas do proprietário de um depósito de café na Estação não pára de crescer. Até o fim da tarde de ontem, 65 cafeicultores lesados já haviam procurado a polícia para denunciar o golpe. Juntos, perderam aproximadamente 10 mil sacas. O prejuízo ultrapassa a casa dos R$ 2,2 milhões. Responsável pelo sumiço dos grãos, o comerciante OJR também desapareceu e é procurado pela polícia. A princípio, ele deverá responder por apropriação indébita, mas poderá ser indiciado por outros crimes. O barracão funcionava havia anos na Rua Diogo Feijó e tem capacidade para estocar 50 mil sacas de café. O imóvel é usado como depósito por dezenas de cafeicultores de Franca e cidades da região. Os agricultores guardavam o café no local até conseguirem um bom preço para vender a produção. Pagavam uma taxa mensal de R$ 0,50 por saca. Normalmente, o café era vendido pelo comerciante, que ganhava uma comissão. No fim de semana, sem qualquer aviso prévio aos clientes, esvaziou o armazém que estocava cerca de 10 mil sacas atualmente e desapareceu. Na segunda-feira, quatro cafeicultores foram ao local e encontraram as portas fechadas. Ao constatarem que haviam caído em um golpe, procuraram a polícia. Com a divulgação da notícia na edição de ontem do Comércio da Franca, outros 60 produtores descobriram que também foram lesados e registraram Boletim de Ocorrência no 2º DP. Uma das vítimas é um cafeicultor de 45 anos, morador da Vila Aparecida. Ele havia estocado 158 sacas no depósito. Ao ficar sabendo que o comerciante havia limpado o barracão e sumido, foi ao local conferir se era verdade. “Só encontrei as portas fechadas e resolvi procurar a polícia. Já somos muito sacrificados pelas dificuldades do mercado e, agora, teremos que arcar com esse prejuízo. O financiamento da produção está vencendo. Como é que vou pagar?”, questionou desolado. Só ele perdeu mais de R$ 35 mil. Um inquérito policial foi aberto para investigar o sumiço das sacas. Na tarde de ontem, o advogado do comerciante entrou em contato com o delegado Luiz Carlos da Silva e disse que seu cliente estava passando por um descontrole financeiro e que teria o interesse de acertar com as vítimas futuramente. “A princípio, o comerciante responderá por apropriação indébita, mas no decorrer das investigações pode aparecer outro crime. Se ele vendeu o café, poderemos autuá-lo por estelionato e até por furto”, alertou o delegado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários