A Síndrome do Pânico é uma doença que atinge milhares de pessoas no mundo todo. Cerca de 20% da população mundial sofrem com esse mal. Ela se manifesta por uma tristeza profunda, falta de apetite, indisposição, depressão e nos casos mais graves, pode levar ao suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o distúrbio do Pânico habitualmente se inicia na faixa etária dos 20 aos 40 anos, quando as pessoas se encontram na plenitude da vida profissional.
São várias as causas da síndrome do pânico: o estresse provocado pela correria das grandes cidades, o excesso de trabalho, a má alimentação, a falta de exercícios físicos, além dos fatores sentimentais, como a solidão e as desilusões amorosas.
A síndrome é uma enfermidade que se caracteriza por crises inesperadas de medo e desespero. Os sintomas são os mesmos em quase todos os pacientes que padecem do pânico: impressão de que vão morrer naquele exato momento, o coração dispara, falta de ar e um transpiração excessiva. E quando terminam as crises ninguém sabe quando elas ocorrerão novamente, trazendo mais insegurança à vida do paciente.
A advogada Silvana de Andrade Prado, 48, que já sofreu com a síndrome, hoje ajuda as pessoas que sofrem com a doença. Silvana começou com as crises em 1993 quando casou-se, foi morar nos Estados Unidos, após perder um casal de filhos por problemas genéticos na gravidez. “Sentia que o coração ia estourar. A boca ficava seca, a visão embaralhada e as pernas tremiam. Eu evitava sair de casa com medo de ter as crises em público, parecia que eu ia morrer”.
Ela conta que no começo, os sintomas se manifestavam a cada vinte dias, mas esse intervalo foi diminuindo e Silvana passou a ter as crises diariamente sempre no mesmo horário. “Acordava apavorada sempre as duas horas da manhã”, lembra. Depois de procurar um especialista, tratou-se com antidepressivos por quatro meses, mas não teve evolução no tratamento. Após ler matéria sobre transtorno do pânico, Silvana se identificou com os sintomas e buscou mais informações em livros e na internet.
Foi assim que descobriu que a meditação, exercícios físicos diários e relaxamento seriam grandes aliados na sua recuperação. “Quando tive o distúrbio do pânico, com apenas duas semanas de meditação e exercícios as crises noturnas que eu tinha desapareceram. Mas foram os piores seis meses da minha vida”.
Quando retornou ao Brasil, Silvana resolveu montar um centro de apoio inspirado no que freqüentou nos Estados Unidos. Ela fundou o Apoiar, do qual é coordenadora e onde dá aulas de meditação e apoio aos pacientes. Silvana também escreveu o livro O Prisioneiro do Medo, que conta toda a historia de suas crises e sua recuperação.
Atualmente em Franca, ela atende mais de 600 pessoas por mês, com problemas de síndrome do pânico, fobias e depressão. “A síndrome é complexa e deve ser tratada com o apoio da família e a ajuda psicológica”.
Para a cura da Síndrome do Pânico existe uma variedade de tratamentos que podem ser feitos através de medicamentos seguros, que não produzam risco de dependência física nos pacientes, além de aulas de terapias, e o principal para obter a cura, segundo Silvana, “são as meditações, os exercícios físicos, e pensamentos positivos para enfrentar os limites e as adversidades da vida”.
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Grupo Apoiar - Rua: José Marques Garcia, 301. Informações peloi telefone (16) 3720-3333 ou pelo site www.apoiar.org.br.
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