As negociações entre a Sabesp e a Prefeitura ainda não chegaram a uma conclusão. O diretor de Comunicação da Sabesp, Luiz Carlos Neto Aversa, disse que as reuniões realizadas em São Paulo, no fim de semana, entre ele, o superintendente da Sabesp em Franca, José Comparini, e o presidente da companhia, Dalmo Nogueira, não resultaram em uma proposta definitiva à Prefeitura para que a empresa possa continuar responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade. “Não temos data para oficializar nossa posição”, disse Aversa.
No sábado, Aversa disse que a oferta da Sabesp incluiria uma contrapartida de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões à prefeitura, divididos em até 30 anos. Além do dinheiro, a empresa faria o replantio de mata ciliar, implantaria programas ambientais e promoveria a revitalização da cachoeira do Córrego dos Bagres. “Estamos estudando o que ainda podemos melhorar.
Queremos fazer uma proposta interessante à Prefeitura da cidade”.
José Comparini disse que não há como resolver a prorrogação do contrato às pressas. Para ele, as negociações estão acontecendo dentro do tempo esperado. “Essas coisas não são simples, não se aprova da noite para o dia. Tudo que for resolvido tem de ter a aprovação da Secretaria Estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento e isso leva tempo”, disse.
O superintendente ressaltou ainda que a Sabesp não teme que o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) expulse a companhia da cidade e retome a operação dos serviços de água e esgoto na cidade, conforme ameaças de Sidnei Rocha nos últimos dias. “Quanto a isso estamos tranqüilos. Uma medida desta não pode ser tomada através de um decreto. Precisa, no mínimo, de uma determinação judicial para que aconteça”, disse Comparini.
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