Bandidos demonstram como mataram gerente para roubar


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André Reche, de boné, simula ao lado de policiais o momento em que se encontrou com Ivan e Edmar no interior de um bar. Convidaram a vítima para irem a outro local e a esfaquearam no trajeto. André foi para o banco da frente e
André Reche, de boné, simula ao lado de policiais o momento em que se encontrou com Ivan e Edmar no interior de um bar. Convidaram a vítima para irem a outro local e a esfaquearam no trajeto. André foi para o banco da frente e
André Reche, 18, e Ivan Stafussa, 28, os assassinos que chocaram a população ao matarem e cortarem o pescoço de duas pessoas durante roubos, deixaram a cadeia ontem e voltaram pela primeira vez ao local de um dos crimes. Durante duas horas, repetiram passa-a-passo a execução do gerente Edmar Machado dos Santos, 40, ocorrida no dia 21 de setembro. O brutal crime foi reconstituído em todos os detalhes, desde o encontro dos matadores com a vítima em um bar até o momento em que decapitaram seu pescoço. Feita pela Polícia Civil, a encenação teve o objetivo de esclarecer as dúvidas existentes sobre o caso. Inicialmente, foi simulado o encontro entre Ivan e Edmar em um bar localizado na Estação, onde o matador e sua presa tomaram duas cervejas juntos. Ao ver que o amigo de copo tinha dinheiro no bolso, o bandido ligou para André e pediu para ele trazer a faca. Concluída esta parte, os assassinos mostraram aos policiais como mataram o gerente. Eles teriam convidado a vítima para beberem em outro boteco nas proximidades. Durante o trajeto, André, que estava no banco traseiro, deu uma facada no pescoço de Edmar. O crime aconteceu perto da agência dos Correios da Estação. Segundo a versão dos assassinos, a vítima teria tentado reagir, mas foi golpeada novamente. Edmar foi arrancado do volante e jogado sobre o colo de André no banco do passageiro. Com a vítima inconsciente, os assassinos seguiram para um canavial próximo a São José da Bela Vista e a arrastaram para fora do carro. Para confirmar se o gerente estava morto, Ivan cortou o pescoço e jogou a cabeça no meio do mato. O assassino não demonstrou qualquer tipo de sentimento ao encenar a violenta cena. Aparentemente orientado por sua defesa, ele não contribuiu para as investigações, limitando-se a cumprir sem vontade o que era determinado pelos policiais. “Eles falaram para eu fazer daquele jeito e eu fiz”, disse Ivan. A parte final da reconstituição foi quando os assassinos abandonaram o carro de Edmar na Rua General Carneiro e fugiram. Toda a encenação foi feita separadamente entre os dois assassinos para que as versões deles sejam confrontadas.

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